99 Desiste do Mototáxi em São Paulo Após Longas Disputas
A 99 anunciou nesta quarta-feira, 1º de janeiro de 2026, a suspensão das operações de mototáxi em São Paulo, após mais de um ano de conflitos com a administração do prefeito Ricardo Nunes. A decisão foi formalizada em uma reunião entre representantes da empresa e o chefe do Executivo municipal, marcando o fim de um projeto que enfrentou inúmeras restrições e desafios legais.
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A plataforma informou que agora se concentrará em suas atividades de entrega e buscará parcerias com a prefeitura. Segundo o CEO da 99 no Brasil, Simeng Wang, a mudança estratégica é motivada pelo cenário regulatório da capital paulista, que impôs exigências significativas para o serviço de mototáxi, como o uso de placas vermelhas, cadastro prévio e restrições de circulação em áreas centrais.
Restrições e Controvérsias Legais
A 99 considerou essas regras excessivamente rigorosas, classificando a norma como uma “proibição disfarçada”. A empresa enfrentou um embate legal com o prefeito Nunes, que havia implementado um decreto proibindo o transporte de passageiros por moto na cidade.
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Plataformas de mototáxi contestaram a medida, argumentando que estavam respaldadas por legislação federal e decisões do Supremo Tribunal Federal.
O tema gerou uma série de decisões judiciais conflitantes, com a 99 tentando relançar o serviço em diferentes momentos, mas enfrentando novas suspensões na Justiça. Um evento trágico em maio de 2025, com o falecimento de uma passageira em um acidente, reforçou os argumentos da prefeitura sobre os riscos à segurança viária associados ao serviço.
Nova Abordagem e Acordo com a Prefeitura
A reunião desta semana representou uma nova aproximação entre a 99 e a gestão municipal. Como parte do acordo, a empresa se comprometeu a apoiar iniciativas como a criação de pontos de descanso para motociclistas e projetos de melhoria na segurança do trânsito.
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O prefeito destacou a importância econômica da 99 na cidade, que havia expandido sua operação local nos últimos anos.
Apesar da saída da 99 do segmento de mototáxi, a regulamentação municipal permanece em vigor, estabelecendo critérios rigorosos para a operação de mototáxis e motoapps, incluindo exigências para motoristas, veículos e aplicativos, além de restrições geográficas.
Segundo empresas do setor, essas regras tornam a operação inviável na cidade, o que levou à decisão da 99 de abandonar o projeto.
