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A Enel está no topo das denúncias registradas nos Procons da região


A Enel está no topo das denúncias registradas nos Procons da região
(Foto Reprodução da Internet)

A Enel, distribuidora de energia elétrica, enfrenta uma situação desafiadora no Grande ABC, sendo alvo de CPIs, inquéritos e ofícios recentes. De janeiro a outubro, as unidades do Procon na região registraram 732 reclamações contra a empresa. Ela lidera em todas as cidades consultadas: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

A Sabesp, empresa de saneamento, é a segunda colocada, com 296 reclamações, 59% a menos que a Enel. O banco Bradesco e a Bradescard receberam 239 reclamações, próxima às 222 contra a Vivo, empresa de telefonia móvel.

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Os números da distribuidora de energia não refletem os recentes problemas nas cidades da região, incluindo cortes no fornecimento de energia devido a uma forte tempestade com rajadas de vento na última sexta-feira.

A advogada Renata Abalém, especialista em direito do consumidor, sugere juntar todos os documentos, como orçamentos e notas fiscais, ao buscar compensação por prejuízos. Isso serve como comprovação e evita suspeitas de fraude ao entrar com uma ação. Em caso de falta de energia por mais de quatro horas, os clientes têm direito a solicitar um desconto na conta. Se houver danos em aparelhos, um laudo é necessário para pedir reembolso ou conserto.

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No caso de empresas, Renata aponta três tipos de danos que podem ser reivindicados: danos materiais (como estoque perdido), danos estimados (baseados em uma média de ganhos esperados) e danos morais (relacionados à perda de faturamento). As indenizações são concedidas pela Justiça.

Stefano Ribeiro Ferri, outro especialista em direito do consumidor, considera que incidentes decorrentes do clima podem ser classificados como caso fortuito ou de força maior. Ele destaca que a análise para ressarcimentos depende de cada situação específica, levando em conta todas as circunstâncias. Ferri critica a demora da Enel em restabelecer a energia, argumentando que problemas climáticos são previsíveis e, portanto, a concessionária deveria manter equipamentos e pessoal especializado para evitar interrupções.

Em uma declaração, a Enel assegura seu compromisso em aprimorar os serviços oferecidos à população e destaca sua busca por transparência em suas relações com o público. Por outro lado, a Telefônica (Vivo) enfatiza sua estratégia centrada no cliente, buscando atuar de forma assertiva para aumentar a resolução das demandas e a satisfação dos clientes.

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC formalizou um pedido à Enel, solicitando informações sobre o impacto real das interrupções no fornecimento de energia nas sete cidades após as fortes chuvas e ventos. Esta solicitação foi feita após uma reunião do Grupo de Trabalho Procon Regional. Após analisar as informações fornecidas, a entidade pretende buscar os órgãos fiscalizadores responsáveis pela concessão.


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