A liderança do PL manifestou apoio a Carla Zambelli, que teria se entregado voluntariamente às autoridades italianas

O deputado Sóstenes Cavalcante alega que um parlamentar ingressou com pedido de asilo político devido à ausência de asseguradas garantias no país e denu…

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SP - CARLA ZAMBELLI/STF/CNJ/INVASÃO/PRISÃO/CONDENAÇÃO - POLÍTICA - A deputada federal Carla Zambelli (PL- SP) participa uma coletiva de imprensa na sede de seu partido no bairro de Moema, na zona sul da cidade de São Paulo, na tarde desta quinta-feira, 15 de maio de 2025, na presença do advogado Daniel Bialski. Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 14, condenar a parlamentar a dez anos de prisão por coordenar invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Zambelli deve iniciar o cumprimento da reclusão em regime fechado, estabeleceram os ministros. Pela Lei da Ficha Limpa, ela também fica inelegível e não pode concorrer em eleições por oito anos. 15/05/2025 - Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A liderança do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados divulgou, na terça-feira (29), uma nota oficial em apoio à deputada federal Carla Zambelli, que se encontra detida na Itália.

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Segundo o líder da bancada, deputado Sósthenes Cavalcante (PL-RJ), a parlamentar teria se apresentado voluntariamente às autoridades italianas e iniciado o processo de pedido de asilo político e de não extradição para o Brasil.

Zambelli figura na lista de difusão vermelha da Interpol após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão.

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A parlamentar foi acusada de envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de emitir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.

Sostenes declara que a decisão da deputada “não é um ato de fuga, mas consequência direta de um país que tem negado a seus representantes eleitos o direito à liberdade, ao contraditório e à legítima defesa”. O líder da bancada do PL classificou o cenário atual como “um estado de exceção camuflado” e acusou o Judiciário de concentrar funções além das previstas pela Constituição.

O comunicado também cita ocorrências recentes envolvendo outros parlamentares e jornalistas da oposição, que, segundo a nota, estariam sofrendo censura, perseguição ou silenciamento. “Deputados silenciados. Jornalistas banidos. Presidentes sob tornozeleira. Perfis censurados. Contas bloqueadas. E o silêncio cúmplice de instituições que deveriam proteger a democracia”, afirma o texto.

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A direção do PL também fez um apelo às demais bancadas e líderes partidários da Câmara para reagirem à situação. “Porque hoje é Carla Zambelli. Amanhã, será qualquer um de nós”, afirma Sostenes Cavalcante.

A extradição de Zambelli ainda será analisada, e a Polícia Federal brasileira tem 48 horas para formalizar o pedido junto às autoridades italianas. O Ministério da Justiça confirmou a prisão e afirmou que o processo ocorre dentro dos trâmites legais de cooperação internacional.

Carla Zambelli afirma em vídeo que “não está fugindo” e irá se apresentar às autoridades italianas. Ministério da Justiça informa que Carla Zambelli foi presa na Itália.

Fonte por: Jovem Pan

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