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A Premier League e outras ligas europeias discordam da Superliga Europeia


A Premier League e outras ligas europeias discordam da Superliga Europeia
(Foto Reprodução da Internet)

A liga de futebol Premier League, junto com as ligas Bundesliga, LALIGA e Ligue 1, estão contra a possível criação da Superliga Europeia de clubes.

O comunicado inglês deixou claro que eles não apoiam a Superliga Europeia e a Premier League continua rejeitando qualquer ideia semelhante. Os torcedores são parte fundamental do jogo e deixaram evidente sua oposição a essa competição.

Posicionamento corroborado

O posicionamento foi corroborado pelo Governo Britânico, Associação Europeia de Clubes e a Federação Portuguesa de Futebol. Ainda em nota, a Premier League afirmou que continuará com um “diálogo aberto e construtivo”.

“A Premier League vai continuar conversando com todos os envolvidos no futebol para encontrar soluções que protejam e beneficiem o equilíbrio entre os clubes nacionais e internacionais.”

O Manchester United, clube inglês que joga na Premier League e é um dos maiores da Inglaterra, também se manifestou por meio de uma nota. O clube afirmou que está comprometido em participar das competições da UEFA.

“Estamos completamente comprometidos em participar das competições da UEFA de forma positiva, cooperando com a Premier League e outros clubes através da Associação Europeia de Clubes (ECA) para o contínuo desenvolvimento do futebol europeu”, afirmou em comunicado.

A Superliga

O projeto da Superliga, competição que reuniria as maiores potências do futebol europeu, foi relançado, nesta quinta-feira (21), após um parecer favorável da União Europeia (UE).

O Tribunal Europeu decidiu que a Uefa e a Fifa não podem penalizar os clubes que desejarem participar do torneio novo.

A justiça europeia proíbe punição a clubes que participam.

A decisão judicial afirma que as regras da Fifa e da Uefa, que pedem uma autorização antes de realizar novas competições de futebol e proíbem clubes e atletas de participar de torneios novos, são ilegais porque estão abusando do seu poder.

Logo após a decisão do Tribunal Europeu ser anunciada, Bernd Reichart, CEO da empresa A22, responsável pela Superliga, comemorou o “fim do monopólio da Uefa” sobre o futebol.

“Conseguimos a permissão para competir. O controle exclusivo da Uefa acabou. O futebol está acessível. Os clubes estão agora protegidos contra punições e têm autonomia para decidir o que vem pela frente”, disse Reichart.

Uefa reage à decisão do Tribunal Europeu

A Uefa emitiu um comunicado, nesta quinta-feira (21), em que afirmou que a decisão do Tribunal Europeu “não significa um respaldo à Superliga”.

“Essa decisão não significa apoio ou aprovação à Superliga. Na verdade, destaca uma falha histórica no processo de autorização prévia da Uefa, um problema técnico que já foi corrigido em junho de 2022. A Uefa está confiante de que suas novas regras são sólidas e cumprem todas as leis e regulamentos europeus relevantes”, afirmou a entidade responsável pelo futebol europeu.

“A Uefa está comprometida em proteger a estrutura do futebol europeu, para garantir benefícios para a sociedade como um todo. Vamos continuar trabalhando com diferentes partes interessadas, como associações, ligas, clubes, torcedores, jogadores, treinadores, instituições da UE, governos e parceiros, para melhorar o cenário esportivo europeu.”

Lançamento, revolta e debandada

O plano da Superliga, que começou em abril de 2021, tinha o objetivo de juntar os times mais poderosos da Europa em um campeonato cheio de atenção e dinheiro. No entanto, esse plano não levava em consideração a ideia fundamental do futebol de recompensar os méritos esportivos.

A proposta de um campeonato com times escolhidos previamente, sem levar em conta seu desempenho esportivo, resultou em muitas críticas por parte de torcedores, jornalistas, jogadores e técnicos.

A pressão do público fez com que muitos clubes que inicialmente apoiaram a criação da Superliga se retirassem e o projeto foi suspenso.


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