Intoxicações em Academia Levam a Pedido de Prisão e Acompanhamento do Ministério Público
O número de vítimas intoxicadas após o uso da piscina da academia C4 Gym, localizada em São Paulo, subiu para sete. O caso ganhou contornos mais graves com a identificação de uma criança de cinco anos que também apresentou quadro de intoxicação e teve seu estado de saúde deteriorado após frequentar o local.
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A Polícia Civil investiga indícios de negligência na manutenção da água da piscina, com foco na qualidade do tratamento químico.
As investigações, lideradas pelo delegado Alexandre Bento, apontam para a possibilidade de dolo eventual, ou seja, a ausência de intenção direta de causar a morte, mas a aceitação do risco de provocar a morte devido à negligência na manutenção da piscina.
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O delegado solicitou à Justiça a prisão preventiva dos três sócios da academia, buscando garantir a continuidade das investigações.
Um manobrista que também atuava como piscineiro forneceu informações cruciais para a investigação. Ele relatou que recebia instruções para o tratamento da água por meio de mensagens em WhatsApp e que, ao informar sobre o quadro de uma mulher hospitalizada, recebeu a resposta “paciência” de um dos sócios.
Após a confirmação da morte de Juliana Basseto, o mesmo sócio teria orientado o funcionário a deixar o local, o que intensificou as suspeitas sobre a tentativa de se eximir de responsabilidade.
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O Ministério Público também assumiu o acompanhamento do caso, solicitando a apuração da situação documental da C4 Gym e de outras unidades da rede na cidade. A Promotoria busca verificar se as academias possuem alvarás de funcionamento em dia e se contam com o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) atualizado.
A Polícia Civil continua coletando depoimentos e analisando laudos periciais para determinar as causas da intoxicação coletiva.
A Justiça ainda não se pronunciou sobre o pedido de prisão dos sócios da academia. A coluna aguarda posicionamento oficial da C4 Gym para atualizações sobre o caso.
