Dr. Antonio Couceiro Lopes alerta sobre hipocloridria e hiperacidez! ⚠️ Descubra os desequilíbrios no ácido do estômago, seus sintomas e tratamentos. A baixa acidez (hipocloridria) pode causar anemia e problemas neurológicos. A hiperacidez, por outro lado, causa queimação intensa. Saiba mais! #saúde #estômago #digestão
O ácido clorídrico, produzido naturalmente pelo nosso estômago, desempenha um papel crucial na digestão, na absorção de nutrientes e na proteção contra infecções. No entanto, quando essa produção se desequilibra, podem surgir problemas sérios.
Vamos entender o que são a hipocloridria e a hiperacidez, suas causas, sintomas e tratamentos.
A hipocloridria ocorre quando a produção de ácido no estômago é insuficiente. Isso pode ser causado por diversas condições, como a gastrite atrófica (uma inflamação crônica que destrói as células produtoras de ácido), a infecção pelo Helicobacter pylori (uma bactéria associada a úlceras e câncer gástrico) e o uso prolongado de medicamentos que reduzem a acidez do estômago. Além disso, o envelhecimento também pode contribuir para a hipocloridria.
Os sintomas da hipocloridria incluem digestão lenta, sensação de estufamento, excesso de gases, azia paradoxal (quando alimentos mal digeridos retornam ao esôfago) e, em casos mais graves, diarreia ou prisão de ventre. A falta de ácido pode levar à anemia por deficiência de ferro, à falta de vitamina B12 e à osteoporose, além de causar alterações neurológicas, como formigamentos e perda de memória.
A baixa acidez também dificulta a eliminação de microrganismos, favorecendo o crescimento bacteriano no intestino delgado e aumentando o risco de infecções intestinais.
Em contrapartida, a hiperacidez é caracterizada por uma produção exagerada de ácido no estômago. Essa condição pode ser causada por doenças comuns, como refluxo grave e úlcera péptica, e por condições raras, como a síndrome de Zollinger-Ellison, que é causada por um tumor (gastrinoma) que produz gastrina em excesso.
Os sintomas da hiperacidez incluem queimação intensa no estômago, dor na boca do estômago, náuseas, vômitos e, em casos complicados, sangramentos ou perfurações. No caso da síndrome de Zollinger-Ellison, o excesso de ácido chega ao intestino, prejudicando a ação de enzimas digestivas e provocando diarreia crônica.
O diagnóstico das alterações na produção de ácido do estômago pode ser feito por meio de diferentes exames, como a pHmetria de 24 horas, que mede diretamente a acidez do estômago, e testes que avaliam a quantidade de ácido produzido em repouso e após estímulo.
Na hipocloridria por gastrite atrófica, exames de sangue medem o pepsinogênio I, a relação pepsinogênio I/II e a gastrina sérica. Alterações nesses marcadores sugerem destruição das células produtoras de ácido.
O tratamento depende do tipo de alteração. Na hipocloridria, é fundamental tratar a causa, erradicando o H. pylori, suspender medicamentos que reduzem a acidez e acompanhar casos de gastrite autoimune. Frequentemente, é preciso repor ferro, vitamina B12 e cálcio. Na hiperacidez, o tratamento se baseia no uso de IBPs e bloqueadores H2, que reduzem a produção de ácido e permitem cicatrização da mucosa. Nos casos de Zollinger-Ellison, muitas vezes são necessárias doses altas desses medicamentos, além de cirurgia para retirada do tumor quando possível. Além disso, é recomendado evitar refeições grandes à noite, reduzir alimentos que irritam o estômago, parar de fumar e controlar o estresse.
Dr. Antonio Couceiro Lopes – CRM/SP 100.656 | RQE 26013 Cirurgião do Aparelho Digestivo Membro da Brazil Health
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