Aconselham Lula a focar na política em 2024
03/01/2024 às 17h05
Aliados estão aconselhando o presidente Lula a se envolver mais na política de articulação.
A sugestão foi feita no final do ano, durante eventos de fim de ano organizados pelo Palácio do Planalto.
No primeiro ano do seu terceiro mandato, o político petista decidiu que os ministros Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e Fernando Haddad, da Fazenda, seriam responsáveis pela articulação política.
O saldo foi positivo. No entanto, os assessores do governo acreditam que é importante que o presidente atue de forma direta diante do fim da “lua de mel”.
Em início de governo, é comum que a relação entre os poderes Executivo e Legislativo seja menos turbulenta, devido a uma espécie de voto de confiança inicial.
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A partir do segundo ano, as expectativas por resultados aumentam e, por isso, a atuação do presidente passou a ser considerada essencial.
Os aliados do governo afirmam que, nos mandados anteriores, o petista teve um papel mais relevante no relacionamento com o Congresso Nacional.
No ano passado, o presidente deu mais importância a reuniões com parlamentares do PT e com os líderes da Câmara dos Deputados e do Senado.
Os congressistas do PT foram os que mais receberam, seguidos pelos parlamentares do MDB e PSD.
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, por exemplo, aparece na agenda oficial do presidente dez vezes, mesmo número de audiências que o petista teve com Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados.
O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, do partido PSD e de Minas Gerais, se encontrou sete vezes com o petista. O líder do governo na Casa Legislativa, Jaques Wagner, do partido PT e da Bahia, foi o que teve mais espaço na agenda do presidente, tendo sido mencionado vinte e uma vezes.
Lula manifestou vontade de, este ano, conversar com senadores de centro, incluindo aqueles atualmente na oposição. A intenção é estabelecer um canal de comunicação para discutir medidas econômicas e reformas.