Acordo Comercial entre Taiwan e EUA é Celebrado e Criticado
O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, manifestou satisfação nesta sexta-feira (16) com a assinatura de um novo acordo comercial com os Estados Unidos, descrevendo-o como “o melhor acordo tarifário” alcançado por países com déficits comerciais em relação a Washington.
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O anúncio ocorreu em Pequim, onde um representante chinês expressou críticas ao entendimento. O acordo visa reduzir as tarifas americanas sobre produtos taiwaneses para 15%, em troca de US$ 250 bilhões em investimentos na indústria de tecnologia dos EUA.
Detalhes do Acordo
O novo pacto se assemelha a acordos já firmados com o Japão e a União Europeia, após a implementação de tarifas amplas por parte do então presidente dos EUA. Cho Jung-tai enfatizou que o acordo representa “o melhor acordo tarifário entre os países com superávit comercial com os EUA”, destacando que demonstra o reconhecimento dos EUA sobre Taiwan como um parceiro estratégico.
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A tarifa de 15% será aplicada sem sobretaxas adicionais, alinhando-se ao tratamento concedido a Japão e Coreia do Sul.
Reação da China
A China, que considera Taiwan como parte de seu território, manifestou sua oposição ao acordo. Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que a China se opõe firmemente a acordos firmados por países que mantêm relações diplomáticas com a região de Taiwan, que possuem conotações de soberania.
Impactos e Próximos Passos
O Departamento de Comércio dos EUA classificou o acordo como “histórico” para o setor de semicondutores, prevendo a criação de parques industriais nos EUA para impulsionar a manufatura doméstica. Setores como o automotivo e o de móveis de madeira também terão tarifa de 15%, enquanto alguns componentes aeroespaciais ficarão isentos.
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O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento taiwanês, onde há preocupações sobre o impacto na indústria local de chips. A TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores, planeja elevar seus investimentos e acelerar a construção de fábricas no Arizona, em meio ao avanço da inteligência artificial (IA).
