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Acusado de corrupção reassume posto na Petrobras


Acusado de corrupção reassume posto na Petrobras
(Foto Reprodução da Internet)

Luís Fernando Nery, que trabalhou na Petrobras há quatro anos, está retornando à empresa após ter sido desligado por suspeitas de corrupção. Ele foi selecionado recentemente para liderar temporariamente a Gerência Executiva de Comunicação.

Além disso, ele será responsável por gerenciar um dinheiro de R$ 150 milhões. Esse dinheiro será usado para contratar serviços de publicidade, comunicação e patrocínios.

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Nery foi demitido em 2019, sob suspeita de corrupção. Ele ocupou o mesmo cargo por um ano, de 2015 a 2016.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, tentou nomear Nery para ser gerente executivo no início deste ano, mas a contratação foi interrompida porque um comitê da Petrobras não aprovou. No entanto, Nery foi contratado como assessor especial da presidência, que não requer a aprovação desse comitê.

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Segundo uma coluna de Malu Gaspar em O Globo, Prates afirma que Nery foi indicado pelo presidente Lula e por isso insiste em nomeá-lo. Além disso, há a informação de que Nery já estaria trabalhando na Petrobras desde fevereiro, logo após Prates assumir a presidência da empresa.

No mês passado, Prates disse “não” a um presente do governo da Arábia Saudita. Isso aconteceu enquanto havia investigações sobre as joias que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha recebido.

Um moço afirmou ter descoberto um jeito suspeito de burlar as regras do sistema de conformidade, apesar das suspeitas de corrupção.

Nery volta ao seu cargo porque, pelas regras da própria companhia, é possível nomear um substituto para um determinado cargo enquanto o “titular” não vem. É possível permanecer nessa situação por no máximo 180 dias.

A Petrobras não divulgou oficialmente os motivos pelos quais Nery foi escolhido para o cargo e não se sabe se ele será avaliado novamente pelo comitê como substituto.

O estatuto da Petrobras diz, contudo, que não é possível indicar à administração da companhia pessoas que tenham “falta grave relacionada ao descumprimento do Código de Ética, Guia de Conduta, Manual do Programa Petrobras de Prevenção à Corrupção ou outros normativos internos” ou que tenha sido “enquadrado no sistema de consequência disciplinar”.

Luís Fernando Nery seria ligado a Wilson Santarosa, que ocupou o mesmo cargo, mas no período de 2003 a 2015, na companhia. Teria, também, ligação com a Frente Única dos Petroleiros (FUP).


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