Adesivo cerebral controla dispositivos! Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Pequim e Universidade de Aeronáutica apresentam avanço revolucionário
Uma equipe de pesquisa, combinando esforços do Instituto de Tecnologia de Pequim e da Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Pequim, apresentou um avanço significativo no campo das interfaces cérebro-computador. O projeto resultou no desenvolvimento de um adesivo inovador capaz de captar sinais elétricos do cérebro através de eletroencefalogramas (EEG), abrindo caminho para o controle direto de computadores e dispositivos móveis.
A pesquisa, publicada na revista Science Bulletin em 2 de janeiro de 2026, explora a possibilidade de traduzir a atividade cerebral em comandos digitais, eliminando a necessidade de interação manual com dispositivos. Essa abordagem representa um passo importante para o desenvolvimento de sistemas que se adaptam diretamente aos sinais do cérebro.
Atualmente, as interfaces cérebro-computador enfrentam desafios significativos. As soluções existentes, como toucas e tiras com géis adesivos, dependem de uma fixação precisa no couro cabeludo, o que dificulta o uso em situações cotidianas. Por outro lado, opções mais avançadas, como os chips implantáveis desenvolvidos pela Neuralink, são invasivas e restritas a pacientes com paralisia severa.
A equipe de pesquisa propôs um adesivo de interface auricular multicanal (ECI) posicionado atrás da orelha. O dispositivo utiliza eletrodos MXene, combinados com um filme médico fino e respirável. Essa configuração permite o registro de sinais cerebrais por até 10 horas de uso contínuo, além de apresentar uma respirabilidade de 373,0 cm³/(m²·dia), superior à de eletrodos auriculares comerciais.
Os pesquisadores avaliaram o adesivo em um experimento de indução de fadiga, obtendo uma média de acurácia de 90,5% na classificação dos sinais. Em testes subsequentes, participantes realizaram tarefas de potenciais evocados visuais, tanto em ambiente online quanto offline, com quatro alvos.
A acurácia média na tarefa online alcançou 93,5%, um resultado comparável ao de toucas comerciais utilizadas para a leitura de sinais cerebrais.
O estudo sugere um caminho para interfaces cérebro-computador mais discretas e adequadas ao uso diário, com potencial de ampliar aplicações fora do ambiente médico. A tecnologia representa um avanço significativo na busca por soluções que permitam a interação intuitiva e sem esforço com dispositivos eletrônicos.
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