Um adolescente de 17 anos, envolvido em um grave caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entregou à polícia nesta sexta-feira, 6 de janeiro de 2026. A entrega ocorreu na 54ª Delegacia de Polícia, em Belford Roxo, marcando o fim de uma investigação complexa que envolveu diversas pessoas.
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Com a apreensão do jovem, a Secretaria de Polícia do Rio de Janeiro (Sepol) confirmou que todos os indivíduos ligados ao episódio foram detidos.
Reversão da Medida Socioeducativa
A decisão judicial foi tomada após a apresentação de novos elementos pelas autoridades. Inicialmente, um mandado de busca e apreensão havia sido emitido pela Vara de Infância e Juventude da Capital do Rio de Janeiro contra o adolescente. Contudo, a Justiça reconsiderou a aplicação de uma medida socioeducativa, avaliando que a situação exigia uma abordagem mais cautelosa.
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A decisão foi motivada pela necessidade de preservar a ordem pública e a segurança do adolescente, considerando a grande repercussão do caso na sociedade.
Investigação e Identificação dos Envolvidos
As investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro identificaram e indiciaram cinco homens no caso. Entre eles, estão Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Berthô, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, Vitor Hugo Oliveira Simonin e o adolescente cuja identidade não foi divulgada.
A Justiça emitiu mandados de prisão preventiva para garantir a responsabilização dos suspeitos.
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Outros Casos e Vítimas
A investigação revelou que o caso de Copacabana não foi isolado. A polícia identificou outros episódios de violência sexual com dinâmica semelhante, ocorridos em outubro de 2023 e em outubro de 2025. Uma das vítimas, de 14 anos na época do primeiro incidente, teve um relacionamento com o mesmo adolescente envolvido no caso de Copacabana e foi atraída para um apartamento no bairro do Maracanã, onde foi vítima de violência.
Outra vítima, estudante do Colégio Pedro II, relatou ter sido agredida durante uma festa estudantil.
Envolvimento de Estudantes e Clubes
O adolescente envolvido e outras vítimas são estudantes do Colégio Pedro II. A instituição de ensino abriu um processo administrativo para expulsar os alunos indiciados e ofereceu apoio à jovem e sua família. Além disso, o jogador João Gabriel Xavier Berthô, que atuava no Serrano FC, teve seu contrato rescindido pelo clube, que também anunciou a suspensão do atleta.
A investigação continua em andamento, com a polícia buscando novas informações e evidências para esclarecer os fatos.
