Aegea conquista licitação para prestação de serviços de saneamento em 27 municípios do Pará

A empresa foi o único concorrente e apresentou uma proposta de R$ 400,5 milhões; o acordo projeta R$ 3,6 bilhões em investimentos.

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(Imagem de reprodução da internet).

A Aegea Saneamento conquistou na terça-feira (5.ago.2025) o leilão do bloco C da Microrregião de Água e Esgoto do Pará, conduzido na sede da B3 (Bolsa de Valores do São Paulo). A empresa foi o único concorrente no processo e apresentou R$ 400,5 milhões em outorga fixa – valor mínimo do edital.

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A Aegea será responsável pela operação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 27 municípios paraenses, incluindo Santarém e Altamira, por um período de 40 anos. A concessão prevê investimentos de R$ 3,6 bilhões e despesas operacionais de cerca de R$ 6 bilhões até 2065. A população atendida na região é estimada em 800 mil pessoas.

O projeto define metas de universalização: 99% da população com acesso à água tratada até 2033 e 90% à rede de esgoto até 2039. Atualmente, 67% da população do bloco possui abastecimento regular de água e pouco mais de 12% tem acesso à coleta de esgoto.

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Os ajustes foram realizados no edital.

A licitação havia falhado em abril deste ano, quando os blocos A, B e D foram adjudicados – todos também pela Aegea. No entanto, o bloco C não recebeu propostas. Para possibilitar a nova rodada, o governo do Pará e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), responsável pela modelagem do projeto, modificaram as condições de pagamento da outorga, que agora serão parceladas ao longo de 20 anos. O primeiro pagamento de R$ 8,7 milhões será efetuado antes da assinatura do contrato.

O procurador-geral do Pará, Ricardo Sefer, declarou que a expansão dos serviços de saneamento no Estado é um desafio de grandes proporções e ressaltou o papel da iniciativa privada no avanço da cobertura, considerando a realidade socioeconômica da região.

A sociedade paraense optou por um novo modelo, com parcerias com a iniciativa privada, visando assegurar o melhor serviço possível, juntamente com a responsabilidade socioambiental. Tudo isso respeitando a modicidade tarifária, para que o serviço seja qualificado e, ao mesmo tempo, acessível e compatível com a realidade amazônica.

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Fonte por: Poder 360

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