Novo Bilionário no Brasil: Agibank Brilha com Investimento Estratégico
O Brasil acaba de receber um novo bilionário: o gaúcho Marciano Testa, fundador do Agibank. Uma oferta de ações movimentou 240 milhões de dólares, com a venda de 20 milhões de ações a 12 dólares cada, em um movimento que avaliou a companhia em cerca de 1,9 bilhão de dólares.
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Com 63% do capital, Testa agora detém uma participação estimada em 1,1 bilhão de dólares, consolidando o Agibank como um player de destaque no setor financeiro.
A Trajetória de um Visionário
A história do Agibank começa em 1999, no interior do Rio Grande do Sul, em um pequeno vilarejo de colonização italiana chamado Vereanópolis. Marciano Testa, filho de uma família humilde, começou sua jornada vendendo crédito porta a porta ainda jovem.
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No final dos anos 1990, fundou a Agiplan, inicialmente como uma promotora de vendas de crédito pessoal. Nos primeiros anos, montou uma rede de vendedores conhecidos como “pastinhas”. Com a regulamentação do crédito consignado em 2004, a empresa cresceu rapidamente e se tornou uma das principais distribuidoras do produto no país, conectando clientes a diferentes bancos.
Inovação e Expansão
Nos anos 2000, Testa colocou o negócio online e criou uma plataforma que conectava clientes e instituições financeiras — um modelo que antecipava o conceito de marketplace financeiro. Em 2013, a empresa pediu autorização ao Banco Central para operar como banco.
Em 2016, adquiriu o Banco Gerador, de Recife, movimento que marcou a transição de distribuidora para instituição financeira com licença própria. Em 2018, adotou o nome Agibank e reforçou a estratégia digital, mantendo ao mesmo tempo presença física para atender um público com menor familiaridade tecnológica.
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Evolução e Crescimento
Em 2022, Glauber Correa assumiu como CEO, enquanto Testa passou a presidir o conselho de administração, permanecendo como acionista controlador. O Agibank atualmente possui 6,4 milhões de clientes ativos e opera com mais de 1.000 smart hubs em todo o Brasil.
O modelo combina aplicativo próprio com atendimento presencial para originação de crédito, abertura de conta e relacionamento. A carteira é fortemente concentrada em crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, modalidade considerada de menor risco por ter desconto direto em benefício ou salário.
Para financiar a expansão, o banco tem ampliado suas fontes de recursos.
Novas Fontes de Financiamento
Em 2022, realizou duas captações em debêntures securitizadas que somaram 2,5 bilhões de reais, lastreadas em recebíveis de crédito consignado. Mais recentemente, captou recursos do Banco Mundial, através do braço do Banco Mundial voltado ao setor privado, a IFC.
A operação recebeu classificação de “Social Loan”, selo concedido a financiamentos com impacto social voltados a públicos como idosos e pessoas de baixa renda. “Essa é nossa primeira captação internacional com uma instituição multilateral, e com um selo social.
Passamos por um processo longo de diligência da IFC, que envolveu desde a estrutura de governança até visitas aos nossos Smart Hubs. Isso valida nossa operação na prática”, afirmou Marcelo Dubeux, diretor de Tesouraria e Relações com Investidores do Agibank.
Desempenho e Perspectivas
Segundo Dubeux, o banco vem crescendo 50% ao ano de forma composta nos últimos quatro anos. A empresa está listada em Nova York e precisa mostrar ao investidor internacional que o modelo híbrido — crédito consignado, hubs físicos e foco em público 50+ — consegue sustentar expansão com controle de risco e rentabilidade.
O Agibank se destaca por sua estratégia focada em atender a um público de aposentados e pensionistas, um segmento considerado de menor risco e com alta demanda por crédito consignado.
