Alckim sinaliza uso da Lei da Reciprocidade contra os EUA

Alckim propõe diálogo para evitar escalada comercial após tarifas americanas impactarem exportações brasileiras.

23/07/2026 09:34

3 min

FREDERICO BRASIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
FREDERICO BRASIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

O vice – presidente Geraldo Alckmin (PSB) sinalizou nesta quarta – feira, 22, que embora não descartem usar mecanismos como a Lei da Reciprocidade contra uma tarifa americana de 25% sobre produtos nacionais, Washington deve ser alvo apenas para buscar soluções comerciais.

“Não se trata de retaliação ou fazer guerra comercial; o foco é resolver um problema,” garantiu ele em coletiva na capital paulista, evento onde também estiveram presentes ministros Sidônio Palmeira (Secretaria da Comunicação Social), Frederico Siqueira (Comunicações), governador Tarcísio de Freitas e prefeito Ricardo Nunes.

Tarifas americanas geraram preocupação no setor produtivo

A imposição do imposto pelos Estados Unidos foi justificada pelo governo norte – americano como resposta a supostas práticas desleais envolvendo temas variados, incluindo Pix, etanol e questões ambientais relacionadas ao desmatamento.

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Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), essa medida deve impactar cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA em valores estimados por US 7,4 bilhões referentes aos números de 2024.

“A tarifa parece injusta,” criticou Alckmin durante a coletiva. Ele comparou que quando produtos americanos chegam ao Brasil, há uma média tarifária muito menor — apenas 3,1%. Além disso, apontou dados mostrando que sete dos dez itens mais vendidos pelos Estados Unidos no país têm isenção total.

Medidas do governo federal para apoiar empresas afetadas

Para mitigar os efeitos da alta tributação e das turbulências comerciais recentes (mencionando ainda o termo “Guerra do Golfo”), Geraldo Alckmin confirmou um pacote de apoio financeiro. O governo disponibilizará R 18,5 bilhões em crédito com juros reduzidos às companhias brasileiras prejudicadas pelo tarifaço ou por setores estratégicos como fertilizantes e minerais críticos.

Apesar dos desafios impostos pelos EUA, ele reforçou que a administração Lula buscará ativamente novos mercados consumidores no exterior sem abandonar as negociações mantidas com Washington. O vice – presidente acredita firmemente na possibilidade de avançar para uma relação comercial mais integrada entre Brasil e Estados Unidos — algo considerado benéfico aos dois países —, vendo nas divergências atuais apenas um período passageiro.

Críticas à atuação política em âmbito internacional

Em conversa separada com jornalistas presentes no evento da Band NewsTV, Alckmin aproveitou o momento para criticar publicamente ações relacionadas ao ex – presidente Jair Bolsonaro.

Ele direcionou suas críticas especificamente às atitudes adotadas pela família do líder político perante as tarifas aplicadas pelo governo Donald Trump; citando como exemplo discurso feito por Flávio Bolsonaro durante uma audiência junto ao Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR). “É lamentável que alguns maus brasileiros recebam informações errôneas e equivocadas,” afirmou ele.

Segundo Geraldo Alckmin, essas falhas prejudicam a economia nacional, os empregos gerados pelas empresas brasileiras em geral.

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