Alckmin Assina Novo Plano Safra Com Juro Abaixo dos 11%

O Plano Safra será assinado nesta terça – feira, dia 30 de junho, pelo vice – presidente Geraldo Alckmin em um momento crítico para o agronegócio brasileiro.
Enquanto a agenda presidencial está na Cúpula do Mercosul, os olhos dos produtores rurais estão voltados não apenas para o volume total de recursos creditícios anunciados; eles exigem que grande parte desse dinheiro chegue com juros acessíveis ao caixa das fazendas e empresas agrícolas.
Expectativas: Juro mais baixo no novo ciclo
A expectativa da área rural foca menos nos bilhões totais disponíveis. No último Plano Safra (2025/2026), foram liberados R 516,2 bilhões — um recorde histórico —, mas as condições eram caras demais. Os custos estavam elevados entre 10% e 14% anuais em custeio, taxas consideradas altas para o período de alta na Selic.
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Para este ano fiscal que vai até junho de 2027, há uma meta clara por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) junto ao Ministério da Fazenda: conseguir reduzir essas alíquotas em pelo menos dois pontos percentuais. Segundo sinalizações feitas no Congresso da Abramilho, realizado recentemente em Brasília, a expectativa é movimentar recursos variando entre R568 bilhões e R 570 bilhões com juros projetados abaixo dos 11%, ficando nessa faixa mais amena de 6% a 11% anualmente.
A cerimônia desta terça – feira contemplará o crédito para agricultura empresarial — voltado especificamente aos médios e grandes produtores —, enquanto à tarde será apresentado separadamente por este portal Plano Safra destinado exclusivamente à Agricultura Familiar (conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Cobranças setoriais: Foco na previsibilidade
As discussões recentes no setor apontam que, apesar da atenção dada ao montante global em dinheiro, os agriculturistas consideram muito relevante saber como esses recursos serão divididos. Eles fazem uma distinção crucial entre verbas controladasaquelas com juros subsidiados diretamente pelo Tesouro Nacionale o crédito livre de mercado.
Historicamente, todo crescimento significativo nos empréstimos empresariais veio dos chamados “recursos livres”, enquanto a parcela financiada por subsídios do governo manteve – se relativamente estável nestes últimos ciclos creditícios. A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) estruturou dez propostas para este novo ciclo que enfatizam dois pontos: previsibilidade total no planejamento financeiro e caráter plurianual.
O setor critica modelos em que os planos são anunciados como compromissos totais pela safra inteira, mas acabam sendo executados com uma lógica anual sujeita constantes contingenciamentos.
Mudanças regulatórias antes de julho
Além das demandas diretas pelo crédito mais barato, o cenário já foi alterado por resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN.
Em 25 de junho passado, foram publicadas duas normas válidas a partir de primeiro de julho:
A Resolução CMN nº 5.314/2026 ajusta as regras sobre como são obtidos os recursos para custeio rural e também define condições importantes quanto à prorrogação dessas operações
Essa primeira norma gerou bastante debate entre advogados rurais porque ela permite que instituições financeiras fiquem “autorizadas a prorrogar a dívida da operação de crédito rural por sua conveniência e decisão”, uma redação vista pelo setor jurídico como transformando um direito do produtor em faculdade exclusiva dos bancos.
A segunda resolução, CMN nº 5.315/2026, atualiza as alíquotas cobradas no Proagro (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural.
O Banco Central informou ainda sobre essa revisão atuarial que permitirá reduzir o custo médio pago pelos beneficiários sem gerar aumento nas despesas para os cofres públicos. A norma também exige mais rigor nos registros técnicos das visitas à propriedade rural — agora são necessárias pelo menos três fotos coloridas com georreferenciamento e registro físico do agricultor.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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