A Alemanha manifestou seu apoio à aprovação do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, em um momento de crescente proteçãoismo comercial. O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, em comunicado oficial, destacou que a prioridade da Alemanha é buscar novas parcerias comerciais, em contraste com outras nações que adotam políticas mais restritivas.
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A aprovação do acordo, após negociações que duraram mais de 25 anos, é vista como um sinal positivo. As informações foram confirmadas por fontes do governo brasileiro.
Reações e Controvérsias
O acordo é considerado fundamental para a União Europeia, abrangendo aspectos econômicos, políticos, estratégicos e diplomáticos. No entanto, a aprovação não está isenta de controvérsias. Uma parcela significativa do Parlamento Europeu, composta por cerca de 150 deputados, tem expressado preocupações e ameaça recorrer à Justiça para impedir a aplicação do tratado.
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O setor agropecuário europeu tem se mostrado particularmente resistente, temendo a entrada de produtos sul-americanos, como carne, arroz, mel e soja, que poderiam competir com os produtos europeus, especialmente em um contexto de normas de produção consideradas menos rigorosas.
Perspectivas Econômicas
Países como Espanha e Alemanha, por outro lado, enxergam o acordo como uma oportunidade para diversificar as relações comerciais da União Europeia, diante da crescente concorrência da China e da política tarifária dos Estados Unidos. Estimativas da Comissão Europeia indicam que o acordo impulsionará o comércio com os países sul-americanos, com um potencial de crescimento de 50%, impulsionado pela redução de tarifas em produtos como vinhos e bebidas alcoólicas (até 35%), chocolate (20%) e azeite (10%).
Medidas de Mitigação
Para tentar acalmar os agricultores e pecuaristas, a Comissão Europeia implementou uma série de cláusulas e concessões nos últimos meses. Em dezembro, a Comissão anunciou que abrirá uma investigação caso o preço de um produto do Mercosul for pelo menos 8% inferior ao da mesma mercadoria na UE, e se o volume de importações aumentar mais de 8%.
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Além disso, o Executivo europeu se comprometeu a legislar sobre os resíduos de pesticidas nas importações, um ponto de preocupação para os agricultores, que o consideram uma forma de concorrência desleal.
Restrições e Proibições
Como medida adicional, a Comissão Europeia anunciou a proibição total de três substâncias – tiofanato-metilo, carbendazima e benomilo – principalmente em frutas cítricas, mangas e papaias. Além disso, abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas e batatas, entre outros, não poderão entrar na França se contiverem cinco fungicidas e herbicidas proibidos na Europa.
