Alessandro Vieira critica fim da CPI: “Desserviço” e decisão sem acordo no Senado

Alessandro Vieira comenta o fim da CPI no Senado. Saiba por que Davi Alcolumbre determinou o encerramento e o que ele disse sobre a decisão.

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(Imagem de reprodução da internet).

Senador Alessandro Vieira comenta o fim dos trabalhos da CPI no Senado

O senador Alessandro Vieira, do MDB-SE, comunicou nesta terça-feira, dia 7, que o colegiado não terá seus trabalhos prorrogados. Ele informou que apresentará seu parecer na próxima terça-feira, dia 14, que será o prazo final para o encerramento das atividades.

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Vieira confirmou o desfecho da CPI após se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União-AP. Segundo o parlamentar, Alcolumbre justificou a decisão citando os possíveis transtornos que a comissão poderia gerar em um ano eleitoral.

Discordância com a decisão presidencial

O senador Vieira expressou seu descontentamento com o posicionamento, afirmando que a decisão foi unilateral do presidente e não contou com o acordo dos membros. Ele criticou o ato, dizendo que o presidente está prestando um grande desserviço.

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“É uma decisão unilateral do presidente que não tem a nossa concordância. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento. Eu entendo que o presidente presta um grande desserviço. Infelizmente não teremos tempo,” declarou.

Análise sobre recursos judiciais

Apesar do revés, o relator descartou, neste momento, buscar o Supremo Tribunal Federal para tentar estender os trabalhos. Ele ponderou que já existe jurisprudência consolidada e que essa linha de raciocínio foi refutada quando negaram a prorrogação da comissão.

Vieira manifestou cautela, sugerindo que é melhor seguir pelas regras estabelecidas, observando o que o Supremo fará em relação à Constituição.

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Argumentos pela continuidade das investigações

O pedido de prorrogação havia sido feito na segunda-feira, dia 6, contando com o apoio de 28 senadores. O relator havia destacado que o colegiado coletou um “volume monumental” de documentos para análise.

Argumentou-se que seria imprescindível mais tempo para cruzar os dados e ouvir tanto investigados quanto testemunhas. Além disso, o grupo alegou não ter tido tempo suficiente para formar um diagnóstico completo sobre a atuação de facções e milícias em vários estados.

Necessidade de depoimentos adicionais

O senador também mencionou a intenção de ouvir governadores e secretários de Segurança Pública de diferentes regiões. A prorrogação era vista como crucial para dar seguimento à investigação sobre o tema, considerado um dos eixos mais sensíveis da CPI.

Perspectivas Finais

Apesar dos esforços para estender o prazo, a decisão final sobre o encerramento dos trabalhos foi mantida, forçando o relator a focar na apresentação do parecer dentro do prazo estabelecido para o dia 14.

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