Extradição de Ex-Presidente do Instituto Voto Legal é Solicitada pelo STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu prosseguimento às investigações contra Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, que foi condenado a sete anos e seis meses de prisão, além de uma multa de R$ 30 milhões, por envolvimento em uma trama golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Moretzsohn Rocha fugiu do Brasil e atualmente se encontra no Reino Unido.
O pedido de extradição, formalizado na segunda-feira (9), foi publicado na terça-feira (10). A situação se agravou após a condenação, ocorrida no final do ano passado, quando o ministro determinou a prisão domiciliar do acusado. No entanto, ao tentar cumprir o mandado, a Polícia Federal não localizou Moretzsohn Rocha, que havia sumido meses antes, em 26 de setembro, rumo ao Reino Unido.
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Diante da fuga, o ministro de Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva e iniciou os procedimentos internacionais para garantir o retorno do investigado ao Brasil. Para que o Reino Unido aceitasse o pedido, as autoridades britânicas solicitaram um documento complementar, denominado “Modelo de Garantia”, detalhando as condições do presídio onde Moretzsohn Rocha seria detido caso fosse extraditado.
O ministro Moraes confirmou que o Brasil enviou todas as informações necessárias para atender à solicitação.
O Ministério da Justiça respondeu ao STF, por meio de ofício enviado na quinta-feira (12), confirmando que toda a documentação complementar já foi encaminhada ao Ministério das Relações Exteriores. A próxima etapa envolve o Itamaraty, que deverá estabelecer contato diplomático com o governo do Reino Unido, buscando garantir o retorno de Carlos César Moretzsohn Rocha ao Brasil.
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