Ali Khamenei é homenageado em procissão pelas ruas de Teerã

O caixão do líder supremo iraniano Ali Khamenei foi levado em procissão pela manhã desta segunda – feira pelas ruas de Teerã, marcando o terceiro dia das cerimônias nacionais que homenageiam seu falecimento.
Após passar dois dias na Grande Mosalla da capital irã, os organizadores informaram à imprensa que um rito com duração prevista entre dez e doze horas percorrerá a cidade. O cortejo não apenas prestar homenagem ao ex – líder político após mais de três décadas no poder; ele também busca reforçar uma imagem pública de resiliência diante dos confrontos recentes contra Israel e Estados Unidos.
A procissão em Teerã: rota simbólica
O corpo de Khamenei começou o trajeto pela grande metrópole iraniana seguindo por rotas emblemáticas como as ruas Enghelab (Revolução) e Azadi (Liberdade), conforme noticiou a emissora estatal Irib. Durante os eventos, milhares de pessoas vestidas predominantemente de preto compareceram para prestar homenagens ao líder supremo falecido.
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“Pedimos à população que venha pacificamente até a praça Azadi”, declarou general Hassan Hassanzadeh, um dos principais comandantes da Guarda Revolucionária durante organização do evento no domingo na Grande Mosalla. Muitos presentes exibiam bandeiras iranianas ou retratos políticos; em destaque estava o cartaz com “Abaixo os Estados Unidos” exposto por um cidadão iraniano diferente e outra imagem coberta pelo símbolo alvo.
Ritos fúnebres seguem para outras cidades
As homenagens não se restringirão à capital. A procissão de segunda – feira será seguida pela realização de eventos similares que ocorrerão terça – feira, na cidade sagrada vizinha de Qom. Na quarta – feira haverá rituais também dois santuários localizados no Iraque.
O ciclo culminará em quinta – feira, quando o caixão chegará a Mashhad, sua cidade natal localizada na região nordeste do Irã e onde serão realizados os últimos rites.
A tensão política por trás das cerimônias fúnebres
As autoridades aproveitaram as celebrações para destacar ainda uma grande presença popular; isso é visto como um apoio crucial após protestos massivos que ocorreram dezembro passado — manifestações cujas repressões foram apontadas por grupos de direitos humanos terem deixado milhares de mortes.
O governo também busca reforçar essa imagem positiva diante dos eventos recentes. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian compareceu à Grande Mosalla, mas não seus antecessores políticos mais antigos devido a relações tensas com Khamenei.
No entanto, o clima político foi marcado pela retórica do confronto internacional e da vingança contra potências ocidentais. Durante as orações realizadas no domingo na grande mesquita, um homem identificado como Miremadi declarou que os “assassinos (de Khamenei) devem ser punidos”.
Uma mulher chamada Bakand reiterou esse sentimento ao afirmar: “Apoiamos nossa revolução e nosso líder, e exigimos vingança pelo sangue de nossos entes queridos”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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