Alumínio: Um Metal-Chave na Transição Energética
A corrida global pela transição energética tem colocado o alumínio em destaque como um material fundamental para a descarbonização da economia. Essencial em setores cruciais como transporte, geração e transmissão de energia, além da construção civil, o metal se destaca por suas propriedades que reduzem emissões de carbono.
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Entre elas, a leveza, a durabilidade, a condutividade elétrica e a capacidade de ser reciclado infinitas vezes, sem perder suas características originais.
Um estudo realizado pelo CEBDS, denominado “Coalizão Minerais Essenciais”, revelou um aumento de 2,2 vezes na projeção de demanda global por bauxita, o minério do qual o alumínio é extraído, para aplicações relacionadas à transição energética.
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Essa tendência se estende à inclusão da bauxita em listas internacionais de minerais críticos e estratégicos, reforçando o papel do metal na construção de uma economia de baixo carbono. A disponibilidade e a forma de produção do alumínio tornaram-se, portanto, fatores determinantes para políticas industriais e cadeias globais de suprimento.
Eficiência Energética e Eletrificação
O uso generalizado do alumínio em diversas áreas do cotidiano, desde a construção civil até a eletrificação de veículos, explica sua relevância econômica. No setor de transportes, o metal contribui para a redução do peso dos veículos, melhorando a eficiência energética, diminuindo o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de gases de efeito estufa.
Essa característica é particularmente importante na eletrificação de veículos, onde o alumínio é amplamente utilizado em componentes estruturais, sistemas de proteção e caixas de baterias, otimizando o resfriamento e aumentando a autonomia.
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Na infraestrutura elétrica, o alumínio se destaca por sua leveza, resistência à corrosão e eficiência em aplicações elétricas, sendo um material-chave na construção de torres e estruturas de transmissão de energia. Projetos recentes indicam ganhos operacionais e ambientais na substituição da fibra de vidro por alumínio no teto de carrocerias de ônibus, em uma parceria entre a CBA e a Marcopolo, resultando em menor consumo de combustível e, consequentemente, em menos emissões durante a operação.
CBA e Compromisso com a Sustentabilidade
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) é a única produtora integrada do metal no país, atuando desde a mineração até a transformação e a reciclagem. A empresa define o alumínio de baixo carbono como aquele cuja produção emite até 4 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada de alumínio líquido, com um índice de 2,87 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada de alumínio líquido produzido na etapa de eletrólise, quase quatro vezes inferior à média mundial.
A CBA opera com capacidade de gerar 100% da energia consumida em seu processo produtivo a partir de fontes renováveis, como hidrelétricas e eólicas, e utiliza biomassa em suas caldeiras. A empresa estabeleceu a meta de reduzir em 40% suas emissões entre as etapas da mineração e da fundição do metal até 2030, registrando uma redução acumulada de 33% desde 2019 e aderindo a compromissos internacionais de reporte e metas climáticas.
O Brasil e o Futuro do Alumínio na Transição Energética
O Brasil se destaca como um player importante na transição energética, combinando uma matriz elétrica majoritariamente renovável, uma indústria instalada, um mercado consumidor expressivo e reservas relevantes de bauxita. Segundo Luciano Alves, CEO da CBA, produzir alumínio com energia renovável deixa de ser apenas uma vantagem ambiental e se torna um fator de acesso a mercados, especialmente em cadeias industriais mais exigentes.
Além da mitigação das emissões, a agenda climática envolve adaptação. A Iniciativa Ação Climática, desenvolvida pela CBA em parceria com o Instituto Votorantim e o Instituto Itaúsa, atua no fortalecimento da gestão pública de municípios de pequeno e médio porte para enfrentar os impactos das mudanças do clima.
A plataforma reúne ferramentas como o Índice de Vulnerabilidade Climática (IVCM) e um programa de mentoria e assessoria técnica para evolução da maturidade, com implementação iniciada em municípios como Juquitiba (SP), Juquiá (SP), Muriaé (MG) e Niquelândia (GO).
Ao conectar produção industrial sustentável, infraestrutura e políticas públicas, o alumínio se consolida como um dos principais insumos da transição energética, representando um vetor de competitividade econômica em um cenário global cada vez mais pressionado pela agenda climática.
