A Amstel, marca da Heineken, lançou um projeto inovador para apoiar empreendedores do setor de bares. Batizado de “Negócios de Orgulho 2025”, o programa é uma parceria com a Nhaí!, consultoria especializada em diversidade e negócios, e visa fortalecer a gestão e a sustentabilidade de bares liderados por pessoas da comunidade local.
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O projeto envolveu 17 estabelecimentos em São Paulo, incluindo nomes como Bar Das, Torneira, Mamadi, Cabaret da Cecília, Bar Somos e Bar Obi. A seleção dos bares foi feita através de visitas e conversas com os donos, buscando entender suas necessidades e oportunidades.
“O primeiro passo foi ouvir. Entendemos que cada bar tem uma realidade única. Com base nisso, criamos um plano de capacitação focado no que realmente importava para cada negócio”, explica Raquel Virgínia, CEO da Nhaí!.
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A metodologia do projeto consistiu em etapas. Após a avaliação inicial, os empreendedores participaram de mentorias e workshops práticos, abordando temas como fluxo de caixa, precificação, marketing e organização interna. Essas sessões foram conduzidas por especialistas e executivos do Grupo Heineken.
Um ponto chave foi o envolvimento direto da diretora financeira da Heineken, que conversou pessoalmente com os donos dos bares sobre margem e precificação. “Foi um trabalho próximo, com troca de ideias”, conta João Victor Guedes dos Santos, diretor de marketing da Amstel à frente do projeto.
Segundo dados coletados ao final do programa, 100% dos participantes relataram melhorias na gestão dos seus negócios. Todos os bares aplicaram os conhecimentos adquiridos. A taxa de bares com gestão financeira em dia aumentou de 75% para 100%, e a margem líquida média melhorou em 35%.
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Na avaliação de maturidade financeira, os bares passaram da nota 4,8 para 6,5, em uma escala de 0 a 10.
“O mais importante é que o conteúdo foi aplicável. Não foi apenas inspirador, saímos das aulas com ideias concretas para usar no dia seguinte”, afirma um dos participantes, conforme relatório do projeto.
O projeto posiciona os bares como negócios de verdade, ativos culturais e estratégicos para a marca. “Nosso território natural é o bar, mas isso não pode ser apenas discurso. Quando a marca se conecta de verdade com os donos desses lugares, o vínculo é mais forte e duradouro”, diz João.
A iniciativa também aproximou a Amstel da rotina dos empreendedores, que muitas vezes enfrentam desafios solitários. A presença da marca como parceira gerou acolhimento e confiança.
O projeto se desenvolve em continuidade à parceria da Amstel com a comunidade LGBTQIAPN+, que remonta a sete anos, com ações como o apoio à retificação de nomes de pessoas trans e a realização de casamentos na Avenida Paulista.
João, que deixa o cargo na Amstel após o Carnaval para assumir a gestão global de Johnnie Walker na Diageo, em Amsterdã, afirma que a agenda de diversidade continuará independente de quem estiver à frente. “A marca é progressista por essência.
Esse trabalho não é de uma pessoa. Ele pertence ao DNA da Amstel”, afirma.
O plano agora é expandir o Negócios de Orgulho para outros estabelecimentos e cidades. O piloto mostrou que é possível unir propósito e resultado em um mesmo caminho. Para Raquel, o avanço só é possível com estratégia: “Diversidade não é moda. É decisão.
E precisa estar no centro daquilo que a empresa quer construir.”
