Anceloti cogita Endrick como titular diante da Noruega ou Costa do Marfim

Anceloti prioriza Endrick como titular diante da Noruega ou Costa do Marfim, buscando maior força ofensiva após análise estratégica.

29/06/2026 19:37

3 min

@rafaelribeirorio I CBF
@rafaelribeirorio I CBF

A decisão de Carlo Ancelotti em não escalar Endrick na estreia da Copa do Mundo, que terminou com empate por um a um contra Marrocos e ocorreu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, gerou repercussão tanto dentro quanto fora do Brasil.

No entanto, dezesseis dias depois desse jogo inicial, o técnico italiano já cogita colocar o atacante como titular para enfrentar Noruega ou Costa do Marfim neste domingo (5), às 17h, horário de Brasília.

O retorno tático ao campo

Anteriormente à partida das quartas – de – final, houve uma mudança significativa no tempo de quadra. Na segunda – feira (29), durante o confronto com Japão, realizado em Houston, os jogadores tiveram que ajustar a formação após Lucas Paquetá ser substituído devido a lesões; foi nesse momento Endrick entrou e atuou pelo Brasil enquanto este perdia por um a zero na primeira etapa contra as japoneses.

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“Sim, podemos começar dessa maneira [com Endrick no lugar de Lucas Paquetá]. Precisávamos mais força dentro da área para ele colocar essa presença,” declarou Ancelotti coletiva pós – jogo sobre sua escolha. Ele complementou ainda dizendo: “ele fez um jogo muito bom porque estava intenso e perigoso.”

Evolução tática em campo

A entrada do ex – atacante do Palmeiras refletiu também uma mudança clara nas estratégias adotadas pelo time. Se o primeiro tempo foi dedicado a buscar infiltrações pela lateral ou por trás das linhas adversárias, na sequência os brasileiros passaram a pressionar intensamente a defesa japonesa utilizando bolas alçadas.

Durante toda aquela partida contra Japão foram realizados 25 cruzamentos; é justamente esse tipo de jogada que resultou no gol de empate marcado pelo volante Casemiro.

Análise do desempenho em jogos eliminatórios.“Tivemos problemas para encontrar oportunidades durante o primeiro tempo porque o Japonês estava muito fechado. Buscamos soluções, com mais presença na área e aumentando os cruzamentos,” avaliou Ancelotti sobre a evolução tática.

O treinador comparou essa fase ao triunfo por 3 a zero contra Escócia, ocorrido última quarta – feira (24), pela fase de grupos no ginásio de Miami nos Estados Unidos; ele afirmou que se naquele jogo não houve dificuldades buscando espaço como ocorreu antes, “desta vez foi diferente”.

Confiança em momentos difíceis

Anselotti relembrou um momento histórico para o Brasil: desde as quartas de final do Mundial realizado há mais de vinte anos — quando venceram Inglaterra pelo placar apertado de dois a um e na cidade de Shizuoka, Japão —, nunca havia conseguido virar uma partida eliminatória da Copa.

Para Carlo Ancelotti, este triunfo recente sinaliza muito além sorte. Ele vê nele sinais claros do amadurecimento geral que está acontecendo com os jogadores brasileiros Estava confiante [mesmo estando atrás no marcador] porque nossa equipe começou bem,” disse ele ao falar sobre como superaram dificuldades contra Japonês; “Mas o Brasil não era tão perdido quanto foi logo após sair em desvantagem lá fora.”

O italiano minimizou erros individuais — citando até mesmo quando Danilo deu a bola para Kaishu Sano —, mas concluiu reforçando uma verdade universal: “o futebol tem seus erros. Temos de pensar adiante… Sofrimento é normal, sobretudo neste moderno jogo.”

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