Anielle Franco: “Sem Justiça” em Julgamento de Marielle Franco e Denúncia Urgente

Ministra Anielle Franco denuncia “justiça incompleta” no julgamento de Marielle! 💔
Supremo Tribunal Federal julga morte da ex-vereadora em caso chocante.
Verdade e responsabilização: o que está em jogo nesta semana crucial

4 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Ministra da Igualdade Racial Comenta sobre Justiça Incompleta no Julgamento de Marielle Franco

Em um momento de grande tensão, momentos antes do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle Franco e Anderson Gomes, expressou sua profunda tristeza e descrença diante da situação.

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A ministra declarou que “não há justiça maior que possa ser feita, porque eles não estão aqui”, evidenciando a ausência física dos responsáveis pelo crime que tirou a vida de sua irmã e do motorista.

O Papel do Judiciário e a Dor da Perda

Anielle Franco ressaltou o papel fundamental do Judiciário na investigação e punição dos responsáveis, mas admitiu que nenhuma sentença seria capaz de reparar a dor inenarrável causada pela morte de Marielle e Anderson. A ministra enfatizou que o julgamento, que se estenderá até quarta-feira (25), é um passo crucial para garantir que a verdade seja revelada e que os culpados sejam responsabilizados.

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Mudanças Políticas e a Retomada da Democracia

A ministra atribuiu o desfecho do caso a mudanças significativas no cenário político e institucional do país, especialmente à retomada da democracia a partir de 2022. Ela reconheceu a importância do trabalho da Polícia Federal na identificação dos mandantes, evidenciando que o processo judicial é resultado de um esforço conjunto de diversas instituições.

Gravidade da Violência Política e Necessidade de Medidas Estruturais

Anielle Franco também destacou a gravidade da violência política exposta pelo crime, ocorrido em 2018, e cobrou medidas estruturais para evitar que tragédias semelhantes se repitam. Ela enfatizou a necessidade de investir em segurança pública, considerando inaceitável o assassinato de uma parlamentar e a importância de combater o crime organizado de forma eficaz.

O Caso Marielle e a Exposição do Crime Organizado

A ministra afirmou que o assassinato de Marielle expôs a atuação do crime organizado no Estado, abrindo caminho para investigações mais profundas. Ela expressou o desejo de que as autoridades e instituições possam agir com firmeza para garantir a segurança de todos e evitar que casos como esse se repitam.

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A ministra concluiu que o Rio de Janeiro e o país precisam de segurança pública para que a justiça seja feita.

Julgamento no STF: Análise do Caso e Decisão Crucial

A Primeira Turma do STF iniciará, nesta terça-feira, o julgamento dos acusados de planejar os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018 no Rio de Janeiro. O julgamento, que deve se estender até quarta-feira (25), será presidido pelo ministro Flávio Dino, relator do caso, e revisado por Cristiano Zanin.

O caso chegou ao STF devido ao mandato que o ex-deputado federal Chiquinho Brazão exercia na Câmara dos Deputados.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), aceita pelo STF em junho de 2024, baseou-se em provas colhidas, incluindo o acordo de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor confesso dos disparos. Os principais acusados são Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como os mandantes do crime, e Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do RJ, acusado de dificultar as investigações.

Ronald Paulo de Alves, o “Major Ronald”, e Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, também estão envolvidos no processo.

Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes irá ler o relatório, que resume os fatos, as alegações da acusação e da defesa. Em seguida, inicia-se a fase de sustentações orais, onde o representante da PGR, o advogado assistente de acusação e os advogados dos réus apresentarão seus argumentos.

A decisão final, que determinará a absolvição ou a condenação dos réus, será tomada pela maioria dos ministros do STF.

O crime, que resultou na morte da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes, foi descoberto em 2023, após determinação do Ministério da Justiça. A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Civil, investigou o caso, e em junho de 2024, o STF aceitou a denúncia da PGR, que apontou os irmãos Brazão como os mandantes do homicídio.

A motivação do crime era a atuação política de Marielle, que dificultava a aprovação de leis para regularizar áreas dominadas por milícias.

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