A exclusão de atletas femininas do combinado nórdico para os Jogos Olímpicos de 2026 tem gerado grande repercussão. A modalidade, que inclui salto de esqui e esqui cross-country, e que premia o atleta mais completo, continua restrita aos homens no programa olímpico.
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Essa decisão, que já era motivo de críticas, reacendeu o debate sobre equidade de gênero no esporte olímpico.
A Voz de Annika Malacinski
Annika Malacinski, atleta americana de 24 anos que compete no circuito internacional da modalidade, tem sido uma das vozes mais ativas na defesa da inclusão feminina. Malacinski, atualmente na 10ª posição do ranking mundial, não poderá competir nos Jogos justamente por ser mulher.
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Em entrevista ao ‘ge’, a atleta expressou sua frustração com a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) e o processo de tomada de decisão.
“É Nojento”
“Isso é nojento”, declarou Malacinski, enfatizando a injustiça da situação. Ela ressaltou que, apesar de as mulheres já disputarem provas internacionais e terem expandido o calendário competitivo, a decisão final permanece nas mãos de dirigentes que podem simplesmente negar a inclusão.
A atleta também mencionou a difícil situação familiar, onde acompanhará os Jogos em Cortina d’Ampezzo torcendo pelo irmão, Niklas, que compete na mesma modalidade.
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Sonhos para 2030
Apesar da frustração, Annika mantém o sonho olímpico vivo. Ao falar sobre a possibilidade de competir em 2030, a atleta se emocionou e afirmou que deve a si mesma ao menos tentar, caso as mulheres finalmente sejam incluídas no programa. Ela enfatizou que a trajetória no combinado nórdico exigiu não apenas desempenho esportivo, mas também ativismo.
Posicionamento do COI
O Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu os desafios enfrentados pela modalidade do combinado nórdico, tanto homens quanto mulheres. A entidade informou que a decisão de manter a competição masculina em 2026 é temporária e que a reavaliação do esporte ocorrerá após os Jogos de Milão-Cortina.
O COI citou fatores como baixa audiência, concentração de medalhas em poucas nações e desafios de representatividade internacional como elementos que pesaram na decisão. A modalidade teve “de longe, a pior audiência” nas últimas edições dos Jogos.
