Anthropic se recusa a fornecer IA militar! CEO alerta sobre “enxame de drones” e vigilância em massa. O Departamento de Defesa pressiona, mas empresa se mantém firme em sua posição ética. Ameaças do governo Trump podem mudar o jogo!
A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou nesta quinta-feira, 26, que se recusará a fornecer ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos o uso militar irrestrito de sua tecnologia de IA. A decisão surge em resposta às pressões do Pentágono, que levanta preocupações sobre a possibilidade de armas controladas por IA e a vigilância em massa da população americana.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, expressou sua preocupação com o potencial de “enxame de drones autônomos” e a falta de proteções constitucionais em estruturas militares quando o controle é exercido por máquinas. Ele enfatizou que a empresa não pode, em consciência, atender à solicitação do Departamento de Defesa.
Amodei detalhou a situação em uma entrevista ao canal Wes Roth, destacando que a empresa estabelece uma linha ética em relação ao uso de sua tecnologia para vigilância em massa e para o controle de armas totalmente autônomas. Ele ressaltou que o uso desses sistemas para vigilância doméstica em massa é incompatível com os valores democráticos.
O executivo também afirmou que os sistemas de IA de vanguarda ainda não são confiáveis o suficiente para conceder o controle de armas letais sem a supervisão de um ser humano. A empresa busca garantir que o controle final sobre o uso dessas tecnologias permaneça com indivíduos, preservando a responsabilidade humana.
O governo de Donald Trump estabeleceu um prazo de 17h01 locais (19h01 em Brasília) de sexta-feira (19) para que a Anthropic aceitasse o uso militar incondicional de sua IA. Caso a empresa não cumpra, o Pentágono ameaçou acionar a Lei de Produção de Defesa, que concede ao governo federal amplos poderes para obrigar a indústria privada a priorizar as necessidades de segurança nacional.
Além disso, o Pentágono alertou que a Anthropic poderia ser classificada como um risco para a cadeia de suprimentos, o que prejudicaria seriamente a reputação da companhia. Amodei reiterou o compromisso da Anthropic com o uso responsável de sua tecnologia, defendendo a proteção dos valores democráticos e a supervisão humana em aplicações militares.
A situação levanta questões sobre o futuro da colaboração entre empresas de IA e o governo americano, especialmente em relação ao desenvolvimento e uso de tecnologias de defesa. A Anthropic busca equilibrar as necessidades de segurança nacional com seus princípios éticos, enquanto o Pentágono busca garantir o acesso a tecnologias de ponta para fortalecer suas capacidades militares.
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