Riscos Psicossociais no Trabalho Revelados em Novo Anuário
Um novo levantamento do Anuário do Censo de Saúde Mental nas Empresas lança luz sobre os impactos reais dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Os resultados indicam que esses fatores já geram consequências mensuráveis em termos de produtividade, saúde e gestão corporativa.
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O estudo aponta para uma perda média de 32% na produtividade, associada ao presenteísmo, além de 17% de relatos de assédio moral ou sexual e 14,75% de ideação suicida entre os trabalhadores.
Os dados revelam que uma parcela significativa da força de trabalho permanece ativa, mesmo em condições que comprometem a saúde mental. A situação de violência organizacional e o sofrimento severo frequentemente não são identificados pelas empresas, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais proativa na gestão da saúde mental no local de trabalho.
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Presenteísmo e Assédio: Fatores de Risco
Segundo o anuário, o presenteísmo – a permanência de trabalhadores no ambiente de trabalho, mas com desempenho reduzido – é um dos principais vetores de perda de produtividade. Os funcionários permanecem ativos, porém com redução de desempenho, aumento de falhas e desgaste emocional.
Esse tipo de risco não se manifesta por afastamentos formais, mas impacta diretamente as entregas e os processos internos.
O estudo também destaca que 17% dos trabalhadores relataram ter sofrido ou presenciado assédio moral ou sexual. Essa situação amplifica os conflitos internos, aumenta a rotatividade e eleva a exposição jurídica das empresas. A identificação e o tratamento adequado desses casos são cruciais para garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro.
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Sofrimento Psíquico e a Necessidade de Ação
Um recorte importante do Anuário do Censo de Saúde Mental nas Empresas revela que 14,75% dos respondentes relataram ideação suicida. Esse indicador sinaliza um sofrimento psíquico intenso, muitas vezes invisível nas políticas internas das empresas.
A falta de canais estruturados de escuta e encaminhamento dificulta a identificação e o apoio a esses trabalhadores.
O anuário se posiciona como um instrumento prevencionista, alinhado à NR-1, que apoia a identificação, avaliação e controle de riscos psicossociais no trabalho. Ao sistematizar dados sobre presenteísmo, assédio, burnout e sofrimento psíquico, o material oferece uma base técnica para que as empresas priorizem medidas de controle e estruturarem programas efetivos de promoção da saúde mental.
