A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode aprovar até dois novos medicamentos com a mesma finalidade do Ozempic até junho de 2026. Essa mudança ocorre com o término da patente do Ozempic, produto da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que detinha a exclusividade da substância semaglutida no Brasil por 20 anos.
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Com a expiração da patente, outras empresas agora podem produzir e comercializar medicamentos contendo a semaglutida sintética.
Análise da Anvisa e Prazos
Atualmente, a Anvisa analisa cinco pedidos de registro para a semaglutida sintética. Dois estão em fase de avaliação, enquanto outros oito aguardam o início das análises. Um produto biológico da semaglutida também está em avaliação, e outro espera o início da análise.
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A Anvisa iniciou a avaliação dos processos em novembro de 2025, após publicar um edital que priorizou a avaliação de produtos análogos do GLP-1 (semaglutida).
Desafios Regulatórios e Empresas Envolvidas
A Anvisa destaca que a avaliação de análogos sintéticos de semaglutida representa um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. Até o momento, poucas agências internacionais, como as dos EUA, Europa e Japão, registraram análogos sintéticos da substância.
Várias empresas já solicitaram registro na Anvisa para produzir seus próprios medicamentos à base de GLP-1, incluindo EMS, Hypera, Biomm, Eurofarma, Cimed e Eli Lilly.
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Impacto no Mercado e Expectativas
A queda da patente do Ozempic abre espaço para mais de uma dezena de farmacêuticas produzirem concorrentes ao medicamento, que é utilizado no controle do diabetes e no emagrecimento. Há expectativa de redução nos preços, estimada em 20% nas farmácias.
A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, ressaltou que o encerramento de uma patente é uma etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação e que a empresa está preparada para atuar nesse novo cenário.
Estratégia da Novo Nordisk
A Novo Nordisk enfatiza que a inovação é um pilar central de sua estratégia há mais de um século. A empresa planeja continuar investindo em um portfólio de medicamentos transformadores e em um pipeline robusto, visando avanços no cuidado de doenças crônicas graves e contribuindo para sistemas de saúde mais fortes e sustentáveis.
O Brasil continua sendo um mercado estratégico para a empresa, com seus planos permanecendo inalterados.
