“Aos propagadores do caos, resposta à altura”, afirma Gilmar
Gilmar assegurou resposta do Estado brasileiro em retaliação a ataques às instituições e defendeu a democracia.

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), declarou nesta 6ª feira (1º.ago.2025) que o Estado brasileiro oferecerá uma resposta contundente aos autores de ataques às instituições democráticas. Durante a cerimônia de abertura do ano judiciário, realizada na sede do Supremo, em Brasília, ele criticou os atos golpistas de 8 de janeiro e as tentativas de intimidação contra membros da Corte.
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Gilmar declarou que aqueles que promovem a instabilidade e o caos, irresponsáveis e fracos que se dizem patriotas, mas atuam abertamente contra os interesses do Brasil, terão certeza de que seus atos criminosos – cometidos contra as autoridades constituídas e o povo brasileiro – serão respondidos de forma adequada pelo Estado brasileiro.
O ministro também expressou apoio ao colega Alexandre de Moraes, relator dos processos sobre os ataques. “Ministro Alexandre, Vossa Excelência tem prestado um serviço fundamental ao Estado brasileiro, demonstrando prudência e assertividade na condução dos procedimentos instaurados para a defesa da democracia”, declarou.
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Gilmar reiterou a importância da Corte na manutenção do Estado democrático de direito. “Ninguém deve duvidar da imparcialidade e da legitimidade da atuação do STF […]. A democracia e as instituições brasileiras são fortes e resilientes”, declarou.
Consenso no Supremo
Três dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal não participaram do jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada na quinta-feira (31.jul.2025), um dia após a maioria dos integrantes do STF se recusar a assinar uma carta em defesa do ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções dos Estados Unidos.
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A falta de presença de quase metade dos ministros no jantar presidencial tornou pública a ausência de consenso no Supremo. Moraes havia solicitado aos colegas um posicionamento coletivo após ser alvo de medidas restritivas pela Lei Magnitsky norte-americana.
A tensão interna no STF cresceu nesta semana. A reportagem do Poder360 apurou que o clima na Suprema Corte é “péssimo” após o ocorrido.
O jantar com o presidente contou com a presença dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Os ministros Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça não compareceram ao evento.
Fonte por: Poder 360