ArcelorMittal investe R$ 5,8 bi em energia renovável e enfrenta grave crise! 🤯 Brasil desperdiça 20% da energia renovável gerada, causando prejuízo de R$ 6,5 bi. Saiba mais!
A siderúrgica ArcelorMittal acaba de concluir um investimento histórico em energia renovável, totalizando R$ 5,8 bilhões em dois complexos de geração que somam 1 Gigawatt (GW) de capacidade instalada. Essa iniciativa representa um avanço significativo, com a empresa buscando abastecer 85% de suas operações industriais com energia própria, com metade proveniente de fontes renováveis.
No entanto, para Everton Negresiolo, CEO da Aços Longos para a América Latina, o sucesso dessa empreitada vem acompanhado de alertas importantes para qualquer empresa que almeje seguir um caminho semelhante.
Um dos principais obstáculos identificados é o ‘curtailment’, um fenômeno que ocorre quando uma usina eólica ou solar, pronta para gerar energia, é interrompida devido à limitação do sistema elétrico. Isso pode acontecer por excesso de oferta, gargalos nas linhas de transmissão ou pela obrigação de manter termelétricas em operação, mesmo sem necessidade. “O ‘curtailment’ gera uma complexidade econômico-financeira que prejudica a viabilidade de novos projetos”, explica Negresiolo.
O setor está trabalhando para solucionar essa questão, visando atrair novos investimentos em renováveis.
Os dados revelam a magnitude do desafio. Um levantamento da Volt Robotics aponta que, em 2025, o Brasil desperdiçou cerca de 20% de toda a energia renovável que poderia ter sido gerada, representando uma perda estimada em R$ 6,5 bilhões. Os estados de Minas Gerais, Ceará e Rio Grande do Norte foram os mais afetados, com cortes médios superiores a 24% na geração de referência.
Essa situação se deve a um descompasso entre a construção de novos parques renováveis e o reforço das linhas de transmissão, que deveriam escoar a energia para os centros de consumo. O Nordeste, principal produtor de energia eólica, enfrenta a falta de infraestrutura para conectar sua produção ao Sudeste, onde se concentra a maior parte da demanda industrial.
A questão das termelétricas inflexíveis também agrava o cenário. Parte da frota térmica brasileira opera sob contratos que exigem geração contínua, independentemente das condições do sistema. Para mitigar esse problema, o Ministério de Minas e Energia implementou regras temporárias, válidas até 2026, permitindo que cerca de 2 GW dessas termelétricas reduzam o despacho em momentos de excesso de renovável, com expectativa de economia de R$ 2 bilhões por ano.
No entanto, especialistas avaliam que essa medida é insuficiente e que uma solução estrutural para a transmissão e os contratos térmicos é necessária para evitar que o ‘curtailment’ continue a afetar a atratividade de novos projetos.
O impacto do ‘curtailment’ é direto para empresas como a ArcelorMittal. Quando uma usina é forçada a parar, ela interrompe o fornecimento de energia para as fábricas ou a venda no mercado, reduzindo a receita e o retorno do investimento, elevando o risco operacional.
Para empresas com menor capacidade financeira, essa situação pode inviabilizar a tomada de decisão de investir em novos projetos de energia renovável.
Além do desafio doméstico, a ArcelorMittal enfrenta um segundo obstáculo: a instabilidade geopolítica. Em 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra Teerã, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei e outros altos dirigentes iranianos.
A resposta do Irã incluiu mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região, seguidos da restrição ao Estreito de Ormuz. Essa situação gerou incerteza nos mercados globais, com aumento nos preços do petróleo e do gás natural, impactando diretamente o custo da energia no Brasil.
A segurança energética, tanto para o país quanto para as empresas produtoras, tornou-se um fator cada vez mais relevante, especialmente em um cenário de restrições.
Para superar esses desafios, a ArcelorMittal buscou a parceria da Casa dos Ventos, líder brasileira em energia eólica, para estruturar o maior contrato de entre empresas privadas da história do país. O Complexo Babilônia Centro, na Bahia, é uma joint venture entre as duas companhias, com gestão compartilhada na construção e operação.
A ArcelorMittal investiu em escala de consumo e no uso de aço de baixa emissão de carbono, resultando em uma usina híbrida de 753,5 MW que entrou em operação antes do prazo previsto. O segundo complexo, em Paracatu, Minas Gerais, seguiu um modelo diferente, com investimento de R$ 895 milhões e operação 100% da ArcelorMittal via modelo BOT conduzido pela Atlas Renewable Energy.
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