Artemis II sobrevoa a Lua sem pousar! Entenda por que a Nasa prioriza o retorno seguro e o que falta para o pouso em 2028.
Os astronautas da missão Artemis II, da Nasa, passaram pela Lua na última segunda-feira, dia 6, observando regiões nunca antes vistas por olhos humanos. No entanto, o pouso na superfície lunar não foi realizado. Para quem acompanhou o programa Apollo nas décadas de 1960 e 1970, essa escolha pode parecer um retrocesso significativo.
Contudo, a explicação reside em limitações técnicas, um planejamento gradual e as mudanças na condução das missões espaciais atuais. A nave utilizada na Artemis II não foi projetada com capacidade de pouso. Seu objetivo principal é levar os astronautas até as proximidades da Lua e garantir seu retorno seguro à Terra.
Para efetivamente alcançar a superfície lunar, seria imprescindível um módulo de pouso dedicado, que ainda não está disponível. A Nasa firmou contratos com duas empresas para desenvolver esses veículos, mas nenhum deles está apto para uma missão tripulada neste momento.
A previsão mais próxima para um pouso lunar é somente em 2028, durante a missão subsequente. Esse intervalo demonstra a complexidade e o rigor do planejamento envolvido em retornar à Lua.
Os pousos lunares ocorreram em um período concentrado, entre 1969 e 1972, durante a era Apollo. Após esse período, o interesse político e o apoio público diminuíram, levando ao encerramento do programa Apollo.
Nas décadas seguintes, o foco da Nasa mudou drasticamente, concentrando esforços em missões na órbita baixa da Terra, utilizando ônibus espaciais e a Estação Espacial Internacional. Com isso, a infraestrutura necessária para levar humanos à Lua foi, em grande parte, desativada e precisa ser reconstruída quase do zero.
Este processo de reconstrução exige tecnologias muito mais modernas e padrões de segurança mais rigorosos em comparação com a época Apollo. Esses fatores tornam o retorno à Lua um empreendimento consideravelmente mais complexo do que pode parecer à primeira vista.
A Artemis II faz parte de uma estratégia planejada pela Nasa para mitigar riscos. A lógica adotada é testar cada sistema de forma independente antes de se aventurar em uma missão mais complexa, como o pouso. Essa abordagem já foi vista no início do programa Apollo.
A Artemis I, realizada em 2022, já testou parte do sistema. Agora, a Artemis II repete o trajeto com tripulação, validando sistemas vitais como suporte de vida, propulsão, navegação e comunicação no espaço profundo. Segundo a Nasa, o objetivo é confirmar o funcionamento de todos os sistemas com humanos a bordo.
A próxima fase, a Artemis III, prevista para 2027, também não terá pouso. Ela será utilizada para treinar manobras de acoplamento entre a Orion e os módulos de pouso em órbita terrestre. Somente na Artemis IV está programado o retorno dos astronautas à superfície lunar.
A Artemis II segue um cronograma rigoroso de testes até o retorno à Terra. Em 7 de abril, a Orion deixa a esfera de influência gravitacional da Lua, e os cientistas em solo mantêm contato com a tripulação sobre as observações feitas durante o sobrevoo lunar.
Nos dias seguintes, os testes continuam: em 8 de abril, são realizados testes de pilotagem manual e simulação de abrigo contra radiação solar. O dia 9 de abril marca o último dia completo no espaço, momento em que a tripulação revisa procedimentos de reentrada e veste roupas de compressão.
Por fim, em 10 de abril, a nave realiza ajustes finais de rota, descarta o módulo de serviço e reentra na atmosfera. O escudo térmico, capaz de suportar até 1.650°C, garante o pouso seguro no Oceano Pacífico.
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