Novo Edifício Corporativo em São Paulo Enfrenta Desafios na Aquisição de Imóveis
Uma empresa mineira, a Astus, investiu R$ 109 milhões na compra de 24 imóveis com o objetivo de construir um novo edifício corporativo na Rua Joaquim Floriano, em São Paulo. O projeto, que ainda está em fase inicial, demonstra a complexidade da aquisição de terrenos no mercado imobiliário paulistano, especialmente a questão da formação do terreno.
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Segundo Filipe Coutinho, sócio e presidente da Astus, a aquisição envolveu a compra de 24 matrículas, com diversos proprietários, incluindo famílias e irmãos. No entanto, um dos donos de uma loja de bagagens na esquina se recusou a vender o imóvel, o que gerou um impasse e a necessidade de ajustar o projeto.
A loja, que ocupava uma área de quase dez andares, estava localizada em uma das áreas mais estratégicas do lote.
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Obstáculos e Adaptações no Projeto
A decisão de seguir com o projeto sem a esquina, apesar de resultar na exclusão de R$ 109 milhões do orçamento inicial, demonstra a estratégia da Astus. O empreendimento, que contará com 12 apartamentos de 80 metros quadrados, cada um com um valor de R$ 600 mil, ainda terá acesso à Rua Joaquim Floriano e à Rua João Cachoeira, contornando o prédio que se recusou a vender.
Estratégia da Astus no Mercado Imobiliário
A Astus adota uma abordagem inovadora no mercado imobiliário, focando na compra estratégica de terrenos, em vez da venda. A empresa, que atua em parceria com as incorporadoras Concreto e Pentagna, realiza uma curadoria detalhada das áreas, avaliando aspectos ambientais e jurídicos para minimizar riscos.
A empresa também atua como uma aceleradora, destravando oportunidades em regiões nobres de São Paulo.
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Modelo de Negócios da Astus
A Astus não cobra taxas antecipadas nem percentuais sobre o Valor Geral do Imóvel (VGV) até o lucro ser obtido. A empresa entra como sócia nos projetos e é remunerada apenas no final, com a distribuição de lucros. Esse modelo alinha interesses com as incorporadoras e reforça a lógica de longo prazo, permitindo que a empresa tenha acumulado mais de 30 projetos e cerca de R$ 5 bilhões em VGV em oito anos.
