Ataques no Sul do Líbano e ordens de evacuação! Saiba por que o acordo EUA-Irã não protegeu a região e o que esperar. Clique e confira!
O exército realizou novos ataques no sul do Líbano nesta quarta-feira, dia 8, e emitiu novas ordens de evacuação para a população local. Isso ocorreu após declarar que o país não está contemplado no cessar-fogo negociado entre os Estados Unidos e o Irã.
O movimento pró-iraniano Hezbollah não reportou ataques contra Israel desde aproximadamente 1h da manhã, horário local (equivalente às 19h de terça-feira, horário de Brasília). Este período coincidiu com o anúncio de um acordo entre Washington e Teerã.
Israel manifestou seu apoio ao acordo de cessar-fogo de duas semanas firmado entre Washington e Teerã, mas foi enfático ao especificar que tal acordo “não inclui o Líbano”. Segundo a Agência Nacional de Informações, veículo estatal, foram registrados diversos ataques na quarta-feira contra cidades localizadas no sul do país.
Um desses ataques atingiu um prédio na área de Tiro, conforme relatado por um correspondente da AFP, logo após o exército israelense emitir uma nova ordem de evacuação direcionada especificamente àquela região.
O porta-voz do exército israelense, Avichay Adraee, também determinou que os moradores de uma vasta área, situada entre a fronteira israelense e o rio Zahrani, a cerca de 40 km mais ao norte, deixassem suas residências, alegando que “a batalha continua”.
As forças israelenses mantêm atualmente uma presença em parte do sul do Líbano. Por sua vez, o exército libanês aconselhou os deslocados a aguardarem antes de retornar ao sul do país, como uma medida de precaução geral.
Um repórter da AFP na região de Tiro observou um pequeno fluxo de pessoas retornando às áreas abandonadas no início do conflito, utilizando veículos e motocicletas com famílias e crianças.
Desde 2 de março, as incursões e ataques israelenses no Líbano resultaram em mais de 1.500 vítimas fatais e mais de um milhão de pessoas deslocadas. Os afetados são majoritariamente do sul e dos subúrbios do sul de Beirute, um ponto de apoio do Hezbollah.
Ali Youssef, de 50 anos, acampado nos arredores do subúrbio sul, relatou que aguardava um pronunciamento do Hezbollah antes de considerar o retorno para sua casa, área que foi alvo de bombardeios israelenses. Ele expressou confiança, afirmando que “O Irã não vai nos abandonar”.
Posteriormente, o Hezbollah orientou os deslocados de que não devem retornar às suas casas antes que haja um cessar-fogo “oficial e definitivo”.
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