Ativistas Brasileiro e Espanhol em Detenção em Israel Após Apelação Negada

Ativistas brasileiro Thiago Ávila e espanhol Saif Abu Keshek permanecem detidos em Israel após detenção na Operação Gaza Flotilla. Tribunal prorroga prisão,

25/05/2026 09:34

3 min

Ativistas Brasileiro e Espanhol em Detenção em Israel Após Apelação Negada
(Imagem de reprodução da internet).

Ativistas Brasileiro e Espanhol Mantêm Detenção em Israel Após Apelação Negada

Um tribunal israelense confirmou nesta quarta-feira (6) a prorrogação da detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek. Ambos foram presos durante a Operação Gaza Flotilla, quando participavam de uma iniciativa de apoio ao território palestino.

A decisão foi tomada após a rejeição de um recurso apresentado por seus advogados, que buscavam anular a ordem judicial.

A advogada Hadeel Abu Salih informou à agência AFP que o tribunal de Beerseba aceitou os argumentos do Estado e da polícia, mantendo a prorrogação da detenção até o domingo. Ávila e Abu Keshek foram detidos na quinta-feira (1) em frente à costa da ilha grega de Creta, e posteriormente levados para Israel para interrogatório.

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Os demais participantes da flotilha foram transferidos para uma ilha grega e liberados.

A ONG israelense Adalah, que representa os ativistas, classificou a detenção como ilegal e denunciou maus-tratos. Apesar de nenhum dos dois ter sido formalmente acusado, Israel os acusa de vínculos com o Hamas e com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), grupo que os Estados Unidos consideram atuar “clandestinamente” em nome da organização islamista.

A advogada Abu Salih enfatizou que a situação é de “prisão ilegal em águas internacionais”, onde os ativistas foram “sequestrados por um navio israelense”. Ela expressou preocupação com o sistema legal, que, segundo ela, poderia legitimar ações futuras de prisões ilegais de cidadãos estrangeiros.

Condições de Detenção e Reações Internacionais

A Adalah relata que Ávila e Abu Keshek estão em “isolamento total”, submetidos a iluminação intensa 24 horas por dia, sete dias por semana, e permaneciam vendados durante as transferências, inclusive durante exames médicos. As autoridades israelenses negam essas acusações.

O caso gerou forte reação internacional, com o Brasil, Espanha e a ONU pedindo sua libertação imediata.

O porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, solicitou a liberação “imediata e incondicional” dos ativistas. A flotilha havia partido da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino devastado pela guerra.

A Operação Gaza Flotilla, que resultou na captura dos ativistas, ocorreu em um contexto de controle israelense sobre todos os pontos de entrada em Gaza, que permanece sob bloqueio desde 2007. Cerca de 175 ativistas da flotilha que partiu da Europa foram à Faixa de Gaza e levaram ajuda humanitária ao território palestino devastado pela guerra.

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