Novo estudo revela limite surpreendente para queima de calorias! Cientistas descobrem que atletas de elite atingem 2,5x a TMB. Saiba mais!
Uma pesquisa publicada na revista Current Biology revelou um limite para a quantidade de calorias que o corpo humano consegue queimar por longos períodos. Em média, essa queima energética atinge cerca de 2,5 vezes a taxa metabólica basal (TMB) de um indivíduo, mesmo em atletas de alto desempenho.
A TMB representa a energia mínima necessária para manter as funções vitais em repouso, como a respiração, a regulação da temperatura corporal e o funcionamento dos órgãos.
O estudo foi conduzido por cientistas americanos e acompanhou 14 atletas que praticam esportes de resistência, como corrida, ciclismo e triatlo, durante competições e treinos. Em momentos de esforço máximo, como em competições de vários dias, esses atletas chegaram a gastar entre seis e sete vezes a TMB, o equivalente a aproximadamente 7 mil a 8 mil calorias por dia.
Uma corrida de quase 24 horas registrou um gasto energético superior a sete vezes a taxa basal.
No entanto, ao calcular a média do gasto calórico em períodos mais longos, como 30 a 52 semanas, os resultados se estabilizaram próximo de 2,4 vezes a TMB, correspondendo a cerca de 4 mil calorias diárias. Apenas quatro atletas ultrapassaram esse nível de forma moderada, atingindo cerca de 2,7 vezes a taxa basal.
A pesquisa também identificou que o corpo ativa mecanismos para evitar gastos energéticos insustentáveis. À medida que os atletas intensificavam os exercícios, o organismo automaticamente economizava energia em outras áreas, como a redução de movimentos involuntários e o aumento da sensação de fadiga. “O cérebro tem uma influência muito poderosa sobre o quanto você se move, o quanto você quer se movimentar e o quanto você se sente motivado a tirar uma soneca”, afirma Andrew Best, autor principal do estudo e antropólogo do Massachusetts College of Liberal Arts.
Best, que também é atleta de resistência, explica que ultrapassar o limite por períodos curtos não causa problemas. “Você pode compensar depois”, diz. “Mas a longo prazo, é insustentável porque seu corpo começará a degradar seus músculos e você vai encolher.” A equipe utilizou água enriquecida com deutério e oxigênio-18, moléculas mais pesadas de hidrogênio e oxigênio, como marcadores metabólicos.
A velocidade de eliminação dessas moléculas pela urina foi monitorada para determinar o dióxido de carbono exalado e estimar o gasto calórico total.
A pesquisa teve uma amostra limitada de 14 atletas de elite, predominantemente homens entre 30 e 44 anos, com apenas duas participantes sendo mulheres. Os autores reconhecem que indivíduos com desempenho excepcionalmente alto podem não ter sido incluídos. Para a população geral, o limite identificado está distante da realidade. “Para a maioria de nós, nunca vamos atingir esse limite metabólico”, afirma Best. “É preciso correr cerca de 18 quilômetros por dia, em média, durante um ano, para atingir 2,5 vezes a taxa metabólica basal. A maioria das pessoas, inclusive eu, se lesionaria antes que qualquer tipo de limite energético entrasse em jogo.”
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