A Aura Minerals encerrou o quarto trimestre de 2025 com resultados negativos, registrando um prejuízo líquido de US$ 19,9 milhões. Esse resultado representou uma reviravolta em relação ao lucro de US$ 16,6 milhões apurado no mesmo período de 2024.
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O ano também apresentou um prejuízo acumulado de US$ 79,3 milhões para a empresa. Apesar desse cenário, a mineradora conseguiu aumentar sua produção e se beneficiar de preços mais elevados dos metais, além de manter uma gestão rigorosa de custos.
Contratos e Ajustes de Preços
Apesar do cenário positivo em termos de produção e preços, o balanço da Aura Minerals foi impactado por ajustes nos contratos firmados anteriormente. A empresa havia fechado acordos com preços abaixo das cotações atuais do ouro, e com a alta do metal, a necessidade de atualizar os valores gerou uma perda de US$ 81,7 milhões entre outubro e dezembro.
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Essa situação refletiu os valores que a empresa ainda precisava honrar nos contratos originais.
Operações de Hedge e Impostos
Adicionalmente, a Aura Minerals enfrentou perdas em operações de hedge, contratos de derivativos financeiros utilizados para proteger a empresa contra flutuações nos preços do ouro. A alta do ouro, que deveria ser um fator positivo, resultou em perdas nessas operações.
Outro fator que contribuiu para o prejuízo foi o aumento nos impostos, impulsionado pelo forte crescimento do lucro operacional da empresa, que elevou a base de cálculo do imposto de renda para US$ 50,1 milhões no período.
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Desempenho Operacional e Receita
Apesar do prejuízo líquido, a Aura Minerals destacou que suas operações nunca estiveram tão fortes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado atingiu US$ 207,9 milhões no quarto trimestre, um aumento de 162% em relação ao ano anterior.
A receita da empresa também alcançou um recorde histórico, somando US$ 321,7 milhões, impulsionada pelo aumento do preço do ouro e um crescimento de 16% no volume de produção.
Perspectivas e Investimentos Futuros
A Aura Minerals classificou 2025 como um ano transformacional, marcando o início da produção comercial do projeto Borborema e a listagem na bolsa de valores da América do Norte (NASDAQ). A empresa continua investindo em novos ativos, como a conclusão da compra da MSG em Goiás e o avanço do projeto Era Dorada na Guatemala.
Com a entrada de novos projetos em operação, a Aura Minerals projeta produzir entre 360 mil e 390 mil onças equivalentes de ouro em 2026, com a expectativa de ultrapassar a marca de 600 mil onzas por ano no longo prazo.
