As ações da Azul (AZUL53) iniciaram a sessão desta quinta-feira, 19, com uma queda acentuada, atingindo uma variação de quase 50%. A volatilidade do mercado se refletiu na negociação dos papéis da companhia aérea, que foram interrompidos e entraram em leilão por volta das 10h30.
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Até às 11h03, as ações continuavam a cair, registrando uma queda de 34,12%, com o valor da ação cotado em R$ 168.
Novas Emissões e Aumento de Capital Social
Essa desvalorização ocorreu após a Azul anunciar a conclusão de uma oferta de ações no valor de R$ 4,98 bilhões, elevando o capital social da empresa para R$ 21,8 bilhões. A iniciativa incluiu aportes de investidores como a United Airlines, que investiu US$ 100 milhões em participação acionária, e detentores de títulos de dívida da Azul com vencimentos entre 2028 e 2030.
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As novas ações devem começar a ser negociadas a partir de 23 de fevereiro.
Plano de Reestruturação nos EUA
A operação faz parte do plano de reestruturação da Azul nos Estados Unidos, que culminou com o pedido de Chapter 11, equivalente à recuperação judicial, na Justiça americana em maio do ano passado. Em dezembro, a Azul obteve mais de 90% da aprovação dos credores elegíveis, abrindo caminho para a conclusão do processo já em 2026, após a finalização das transações previstas no plano.
Essas transações incluem a redução de mais de US$ 3 bilhões em dívidas, em obrigações com arrendamentos, juros anuais e custos recorrentes com a frota.
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Desafios e Perspectivas
Apesar do avanço do plano de recuperação, o mercado continua a avaliar o impacto da reestruturação acionária da Azul. A empresa passou por uma reorganização de capital ligada à recuperação judicial, que incluiu a conversão de ações preferenciais em ordinárias e a negociação inicial do código AZUL53.
Acompanhamos de perto a evolução desse cenário, que envolve a redução de custos e a otimização da dívida da companhia aérea.
