Banco Central intensifica análise da guerra no Oriente Médio! 🚨 Gabriel Galípolo avalia impacto e busca flexibilidade para conter inflação. Crise EUA-Israel afeta Brasil? Saiba mais!
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou nesta quinta-feira (26) que a postura conservadora adotada em 2025 proporcionou à autarquia a flexibilidade necessária para analisar os efeitos da guerra no Oriente Médio. Galípolo ressaltou que o mercado compreendeu corretamente a estratégia de “calibração” da Selic, referindo-se a possíveis cortes nos juros.
Galípolo avaliou que o momento atual exige um período de análise aprofundada dos impactos econômicos da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ele enfatizou a importância de entender como esse conflito pode afetar a economia brasileira, considerando o país como um exportador de petróleo.
O presidente do BC observou que choques de oferta, como o atual com o petróleo, tendem a pressionar a inflação para cima e a atividade econômica para baixo. Ele defendeu a necessidade de um estudo mais detalhado sobre os efeitos do conflito na atividade econômica brasileira.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 14,75% ao ano, foi vista como um reflexo da crescente incerteza gerada pela guerra. Galípolo explicou que a estratégia de “calibração” da Selic, sinalizada desde janeiro, visa dar ao Banco Central mais tempo para entender os desdobramentos do conflito.
O presidente do BC também comentou sobre o impacto da revelação do envolvimento de servidores do Banco Central em atos investigados pela polícia sobre o Banco Master, descrevendo a situação como um “processo de luto” e defendendo a aprovação de emendas constitucionais que garantam a autonomia financeira da autarquia e do projeto de lei de resolução bancária.
Galípolo afirmou que as intervenções do Banco Central no mercado de câmbio seguem a “orientação de sempre”, ressaltando que o Tesouro é responsável pelas decisões sobre as atuações no mercado de títulos públicos. O BC realizou leilões de linha para minimizar os efeitos da guerra no mercado de câmbio.
O Banco Central anunciou mais dois leilões de linha, buscando garantir a liquidez e reduzir distorções na curva a termo brasileira, como decidido pelo Tesouro na semana passada.
A postura conservadora adotada pelo Banco Central em 2025, combinada com a flexibilidade para calibrar a Selic e intervir no mercado de câmbio, permite à autarquia analisar os impactos da guerra no Oriente Médio e tomar decisões mais informadas, considerando a complexidade do cenário econômico global.
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