Banco Central liquida Banco Pleno e Pleno Distribuidora: Crise e Conexões Reveladas

BC liquida Banco Pleno e Pleno Distribuidora! Crise expõe ligações com Master e Daniel Vorcaro. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Na manhã de quarta-feira, 18 de junho de 2026, o Banco Central (BC) anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A decisão, segundo o BC, se baseia na situação econômica e financeira delicada da instituição, marcada por problemas de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.

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O conglomerado, considerado de pequeno porte e pertencente ao segmento S4 da regulação prudencial, liderado pelo Banco Pleno, detinha uma participação modesta no Sistema Financeiro Nacional, representando 0,04% do ativo total e 0,05% das captações.

Histórico e Controladores

O Banco Pleno, anteriormente conhecido como Banco Voiter, teve ligações com o Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro. Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, foi o controlador da instituição. Lima, que havia deixado o Master em 2024, é o fundador do Credcesta, empresa de empréstimos consignados originada na Bahia.

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A Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), estatal que havia sido privatizada em 2017, também esteve envolvida, oferecendo um cartão aos servidores do estado e servindo como base para o desenvolvimento da unidade de consignados do Master.

Origens e Atuação no Mercado

O Banco Pleno possui uma história que remonta à década de 1960, com origens na bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F). Seus primeiros controladores, Manuel Felix Cintra Neto e Luiz Masagão Ribeiro, também foram presidentes da bolsa. Ao longo dos anos, o banco atuou no mercado de capitais, concedendo crédito a empresas e realizando operações de tesouraria.

Em 2008, o Banco Pleno abriu sem capital na B3.

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Mudanças de Controle e Dificuldades Financeiras

Em 2020, o Banco Pleno enfrentou problemas de crédito e recebeu um aporte de capital do investidor Roberto de Rezende Barbosa, que assumiu o controle e posteriormente vendeu a instituição ao Banco Master no final de 2024. A transferência de controle e a mudança de nome para Pleno foram autorizadas pelo BC em agosto de 2025, após a assinatura do contrato de venda em junho de 2025, quando o Banco BRB estava avaliando a compra do Master.

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