Banco Central mantém juros altos e alerta para riscos na inflação em 2025

Banco Central mantém Selic em patamar alto após reconhecer cenário positivo. A ata do Copom aponta cautela e foco na inflação, sem cortes em janeiro

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(Imagem de reprodução da internet).

Os membros do Banco Central reconheceram um cenário positivo para a redução das expectativas de inflação. No entanto, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na terça-feira, 16, revelou um tom firme, sem indicar planos de início de cortes na taxa Selic em janeiro.

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A mensagem principal foi de cautela, com o Comitê enfatizando a necessidade de monitoramento constante e a disposição de elevar os juros novamente caso necessário.

Foco na Vigilância e na Meta Inflacionária

A ata detalhou que o Comitê continuará acompanhando de perto a atividade econômica, buscando a moderação da inflação e a redução das expectativas inflacionárias. A prioridade permanece o cumprimento da meta inflacionária, com o Banco Central demonstrando que não hesitará em aumentar os juros se julgar que isso é essencial para alcançar esse objetivo.

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Desempenho e Riscos Identificados

A decisão de manter a Selic em patamar elevado se baseou em um desempenho positivo, com leituras de inflação melhores do que o previsto no início do ano. Além disso, o Banco Central apontou um câmbio mais favorável e um comportamento mais ameno das commodities como fatores que contribuíram para a desinflação.

No entanto, o Comitê também identificou riscos, como uma inflação de serviços mais persistente do que o esperado e a possibilidade de políticas econômicas externas e internas com impacto inflacionário negativo.

Mercado de Trabalho e Reformas Estruturais

Os diretores do Banco Central também se preocuparam com o mercado de trabalho, que permanece em um patamar apertado, com sinais de desaquecimento. O Comitê reconheceu a necessidade de uma análise mais profunda sobre as mudanças no mercado de trabalho e o impacto dessas mudanças nos indicadores econômicos.

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Além disso, a falta de disciplina fiscal e incertezas sobre a estabilização da dívida pública foram apontadas como fatores que podem elevar a taxa de juros neutra da economia, prejudicando a eficácia da política monetária.

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