O Banco Central revisou nesta quinta-feira (18) suas expectativas para a economia brasileira, projetando um crescimento mais robusto do que o inicialmente previsto para os próximos anos. A autarquia acredita que a inflação poderá retornar ao centro da meta de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028, embora permaneça acima do objetivo durante grande parte de 2027.
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Em seu Relatório de Política Monetária, o Banco Central estimou que a inflação no país estará em 3,2% no terceiro trimestre de 2027, um período considerado crucial para a definição da política monetária, especialmente em relação à taxa Selic, que será decidida no início de 2026.
Fatores que Influenciam as Projeções
A melhora nas projeções de inflação de curto prazo foi impulsionada por expectativas de mercado mais favoráveis e pela queda nos preços dos combustíveis, influenciada pela desvalorização do dólar e do petróleo. No entanto, uma estimativa ligeiramente mais alta do “hiato” do produto – a diferença entre o crescimento da economia e sua capacidade produtiva – contribuiu para um cenário mais cauteloso.
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O “hiato” do produto, que se mantém em níveis positivos, exerce pressão sobre a inflação, mas o Banco Central espera que essa pressão diminua ao longo dos próximos trimestres. A expectativa é que o hiato fique em -0,4% no segundo trimestre de 2027, uma revisão para cima em relação à previsão anterior de -0,5% no primeiro trimestre de 2027.
Riscos e Projeções de Crescimento
O Banco Central avalia uma chance de 26% de a inflação ultrapassar o teto da margem de tolerância da meta de 1,5 ponto percentual neste ano. Essa probabilidade é menor do que os 71% estimados em setembro, com projeções de 23% para 2026 e 16% para 2027.
O Banco Central também revisou para cima a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, elevando-a para 2,3%, em vez de 2,0% como previa em setembro. A projeção para 2026 foi revisada para 1,6%, em vez de 1,5%.
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Considerações Finais
O Banco Central reconhece a desaceleração da atividade econômica como um fator importante para o controle da inflação e o alcance da meta. A instituição mantém um compromisso firme com o objetivo de inflação, mesmo diante de incertezas e desafios.
