A economia brasileira apresentou um desempenho surpreendente em novembro de 2025, registrando um crescimento acima das expectativas. Dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (16) revelaram que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,7% em relação ao mês anterior, após dois meses de declínio.
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Essa leitura superou a previsão de economistas, que estimavam um avanço de apenas 0,30%, considerando as quedas observadas em setembro e novembro de 2025.
Análise do Cenário Econômico
O resultado positivo em novembro reacendeu debates sobre a política monetária adotada pelo Banco Central. Apesar da taxa de juros elevada, que tem sido utilizada para conter a inflação, a economia brasileira demonstrou resiliência. Analistas preveem, no entanto, uma desaceleração do crescimento nos próximos meses, devido às condições restritivas impostas pela política monetária.
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Reunião do Banco Central e Expectativas
A primeira reunião do Banco Central em 2026, programada para os dias 27 e 28 de janeiro, será crucial para definir o futuro da política monetária. A expectativa predominante é de que a taxa Selic permaneça no patamar atual de 15%, com investidores aguardando sinais sobre o início de um possível ciclo de cortes.
“Esse resultado, aliado ao dado de inflação divulgado na semana passada, praticamente elimina a possibilidade de um corte da Selic em janeiro”, afirmou André Valério, economista sênior do Inter. O economista destacou que a inflação, que avançou 4,26% em 2025, ultrapassando a meta de 3%, influenciou a avaliação do cenário econômico.
Dados Complementares e Perspectivas Futuras
Dados complementares, divulgados pelo IBGE, apresentaram um quadro misto. Enquanto o varejo registrou um crescimento acima do esperado, os setores de indústria e serviços mostraram sinais de desaceleração. O IBC-Br de Agropecuária, por outro lado, apresentou uma queda.
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As projeções do mercado, refletidas na pesquisa Focus do Banco Central, indicam uma expectativa de crescimento de 2,26% para 2025 e 1,80% para 2026. O IBC-Br, construído com base em indicadores de produção, continua sendo um termômetro importante para acompanhar a dinâmica da economia brasileira.
