Senado Acelera Investigação Sobre Fraudes no Banco Master
O Senado decidiu agilizar a apuração das suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Para isso, foi criado um grupo de trabalho que começará a trabalhar assim que o período de recesso legislativo terminar, sem a necessidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ser instalada formalmente.
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A iniciativa é liderada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que também é o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Em entrevista à Jovem Pan, Renan Calheiros informou que a instalação oficial do grupo está prevista para fevereiro. Ele detalhou que na segunda-feira seguinte, ele apresentará o plano de trabalho e os detalhes da atuação do grupo. Segundo ele, o objetivo principal é acompanhar de perto as investigações em andamento, ouvir as pessoas envolvidas e implementar medidas de fiscalização financeira, uma das atribuições da CAE.
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Renan Calheiros enfatizou que o Senado não será influenciado por pressões externas e que o grupo se dedicará a realizar diligências, convocar autoridades competentes e convidar especialistas, caso necessário. O grupo de trabalho funcionará sob a estrutura da Comissão de Assuntos Econômicos, com Renan Calheiros na presidência.
Além de Renan Calheiros, o colegiado conta com a participação de outros senadores, como Fernando Farias (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE), Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF).
A criação do grupo ocorre em um momento crucial, após a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de transferir a guarda das apreensões da segunda fase da Operação Compliance Zero para a Procuradoria-Geral da República.
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Toffoli também designou quatro peritos da Polícia Federal para atuar no caso. Paralelamente, há um esforço no Congresso para instalar uma CPMI do Banco Master. Até o momento, três pedidos foram apresentados: um pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), outro pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e um articulado pela oposição.
Este último já conta com o apoio de 256 deputados e cerca de 30 senadores, mas a abertura da comissão depende da decisão dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Um dos pontos de investigação é um contrato firmado entre o Banco Master e Viviane Barsi de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O acordo previa o pagamento de R$ 3,6 milhões por mês e tem sido citado como um foco de questionamento político no caso.
