Bank of America revela aumento na crença da compra do imóvel nos EUA

O sonho da casa própria continua sendo um pilar central no mercado imobiliário brasileiro e americano, mas a questão do custo de vida tem adiado esse objetivo para muitos compradores nos Estados Unidos.
Dados recentes mostram que 70 milhões de pessoas — o equivalente a 52% dos domicílios —, não têm condições financeiras de arcar com uma propriedade custando US300 mil (R\1,56milhão.
Apesar desse cenário desafiador em termos de acessibilidade,
um novo levantamento feito pelo Bank of America (BofA)revela dados interessantes: pela primeira vez desde, mais americanos acreditam na compra do imóvel como melhor alternativa ao aluguel ou morar junto à família. Essa mudança no comportamento é acompanhada por análises que questionam se comprar sempre será a decisão financeira ideal.
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O dilema entre pagar o financiamento e arcar com os custos
Historicamente, parecia óbvio para muitos compradores nos EUA preferir adquirir um bem em detrimento de apenas locá – lo. No entanto, Matt Vernon, head de crédito ao consumidor do Bank of America, explica que essa não era uma regra fixa: “Em, menos da metade dos entrevistados (48%) acreditava na compra como melhor opção”.
A mudança no sentimento é motivada pela busca por estabilidade financeira a longo prazo. Segundo ele, esse apelo só cresce porque o consumo está mais atento à destinação correta do dinheiro.
Aluguel e construção patrimonial
Outro relatório emitido pelo próprio BofA Institute, intitulado On the Move, apontou que os pagamentos de aluguéis estão estagnando ou em queda muitos mercados americanos. Vernon esclareceu que essa redução nos valores totais pagos não significa necessariamente uma diminuição dos preços cobrados pelos locadores; ao contrário, indica apenas um movimento por parte dos inquilinos para encontrar opções más baratas — como unidades menores ou regiões menos valorizadas.
O especialista pondera o dilema: “Isso pode oferecer algum alívio no curto prazo, mas também evidencia uma tensão mais profunda: o aluguel oferece flexibilidade, porém carece da construção patrimonial inerente à casa própria”.
Comprar versus Alugar: A conta matemática
A resposta sobre se é sempre melhor comprar do que continuar de aluguel depende quase inteiramente das condições locais e pelo tempo em que a pessoa pretende permanecer na região. Orphe Divounguy, economista sênior do Zillow, enfatiza esse ponto ao questionar qual período faz com que os custos iniciais sejam menores para quem compra.
O estudo não pode ser simplificado apenas comparando o valor mensal do financiamento contra o custo do aluguel. O quadro financeiro completo deve levar em consideração diversos fatores como entrada inicial, impostos imobiliários, seguro obrigatório, manutenção periódica até mesmo possíveis despesas futuras no momento da venda.
Vantagens e riscos por região. Os prazos médios de equilíbrio variam drasticamente dependendo dos Estados Unidos onde se vive. Em Columbus, Ohio, esse prazo é menor (4,1 anos), enquanto Nova York exige anos para que a posição financeira do comprador alcance aquela do locatário.
Em São Francisco, o custo elevado torna comprar uma opção financeiramente mais arriscada em comparação com alugar. Divounguy calculou que um inquilino investindo seu dinheiro inicial ainda sai na frente pelo valor equivalente a US 564 mil (R 2,\!93 milhões) após projetar os números por trinta anos.
O impacto dos juros e das estratégias de compra
Vernon também aborda fatores comportamentais, como o chamado lock – in effect (efeito de retenção). Esse efeito é descrito pela dificuldade financeira para proprietários venderem seus imóveis porque abrir mãoiam uma taxa de financiamento baixa obtida no passado em favor daquelas muito mais altas vigentes hoje.
Além disso, alguns donos preferenciam alugar a aceitar ofertas abaixo do preço pedido. No entanto, os potenciais compradores ouvidos na pesquisa não estão desistindo; eles demonstram disposição crescente: “Seja por causa de um imóvel dos sonhos (75%), seja por localização melhor (% ), vemos cada vez mais pessoas dispostas a ceder sobre o valor das taxas”.
O tamanho ideal para dar entrada. Sobre as estratégias financeiras individuais e custos iniciais, Divounguy desmente que uma maior porcentagem de entrada é sempre sinônimo de vantagem. Embora pareça lógico ter menos parcelas com financiamento menor, ele explica que os rendimentos do dinheiro não usado na compra podem superar essa economia.
Em Cincinnati, um comprador dando apenas 5% de entrada atinge pontos onde sua situação financeira se iguala à de quem aluga cerca de seis meses antes daquele que dá 20%. O fator decisivo passa a ser o destino desse capital extra: investir ou usar para reduzir juros.
O caminho ideal depende dos objetivos pessoais
Para concluir sobre este complexo tema financeiro, Vernon reforça uma mensagem clara e universal. Não existe necessariamente “um único caminho” perfeito rumo ao sonho imobiliário.
É fundamental ter clareza absoluta quanto aos próprios objetivos e prioridades, pois aquilo que funciona bem em um perfil pode não servir para outro comprador no mercado de . As recomendações finais incluem cuidar da saúde do crédito pessoal, diminuir dívidas sempre que possível ou buscar a pré – aprovação junto à instituição financeira.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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