Barcelona: Gigante do Futebol e um dos Clubes Mais Endividados do Mundo
O Barcelona, um dos maiores clubes de futebol do mundo, também enfrenta um dos maiores desafios financeiros do esporte: uma dívida colossal. Segundo dados divulgados pelo tesoureiro do clube e reportagens recentes, incluindo uma da publicação The New York Times, o Barcelona acumula cerca de €2,5 bilhões em passivos totais, o que equivale a aproximadamente R$15 bilhões na cotação atual.
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Essa dívida complexa se divide em duas categorias principais. Uma parte significativa, €1,5 bilhão, está relacionada à reforma do Camp Nou, o projeto conhecido como Espai Barça, financiado através de empréstimos de longo prazo e recentemente refinanciado com a ajuda do Goldman Sachs.
A outra parte, avaliada em €1 bilhão, representa dívidas operacionais e correntes, resultado de anos de gestão financeira desafiadora e agravada pelas dificuldades impostas pela pandemia de COVID-19.
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É notável que, desde a sua gestão, iniciada em 2021, Joan Laporta conseguiu reverter um cenário caótico. Houve uma redução nas perdas, refinanciamento de dívidas, aumento das receitas e, mais importante, o clube alcançou resultados operacionais positivos nos últimos anos.
No entanto, o problema da dívida ainda não foi totalmente resolvido.
A solução definitiva parece estar ligada à inauguração do novo Spotify Camp Nou, que deve gerar receitas adicionais significativas a partir de 2027/28. Estimativas conservadoras apontam para €360 milhões anuais extras, enquanto projeções mais otimistas chegam a €400 milhões por ano, considerando a capacidade total do estádio (105 mil lugares), o teto retrátil e novas áreas VIP.
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A marca Barcelona continua sendo um gigante global, com uma das maiores avaliações no mundo do esporte. Os patrocínios já superam €300 milhões anuais, com acordos importantes como o de Nike (cerca de €120 milhões por ano) e Spotify (€70–75 milhões, incluindo o nome do estádio e a camisa), com validade estendida até 2030/34.
A diretoria busca expandir esses acordos com empresas de origem árabe, americana e asiática.
O clube possui mais de 450 milhões de seguidores nas redes sociais, um dos maiores públicos do mundo, além de 140–150 mil sócios que pagam anuidades elevadas e compram ingressos para jogos, gerando ainda mais receitas através de turnês internacionais, da Academia Barça, Barça Studios e outros negócios que movimentam dezenas de milhões de euros.
O futuro do Barcelona parece promissor, apesar dos números vermelhos que ainda marcam a situação financeira.
A recuperação depende de uma gestão financeira prudente e, crucialmente, do sucesso em campo.
