BC e Banco de Brasília: Troca de mensagens expõe esquema fraudulento!
Investigação aponta para pedido de compra de créditos fraudulentos do Banco Master.
Ailton Aquino, do BC, teria pressionado Paulo Henrique Costa, do BRB.
Crise no BRB: R$ 300 milhões em créditos suspeitos e vetamento da operação.
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Uma reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (23) expõe uma série de eventos envolvendo o Banco Central (BC) e o Banco de Brasília (BRB). A investigação aponta para a solicitação de Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do BC, para que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, comprasse carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
De acordo com o jornal, Aquino teria enviado mensagens a Costa, pedindo a aquisição de créditos do Master para auxiliar o banco em dificuldades de liquidez. Essas mensagens foram apresentadas aos conselheiros do BRB em uma reunião. A solicitação envolvia a compra de mais de R$ 300 milhões em créditos do Master.
Em 25 de março do ano passado, o conselho do BRB aprovou a compra de 58% das ações do Master por R$ 2 bilhões. No entanto, meses depois, a oferta do BRB foi reduzida para 22%, e o BC vetou a operação. A ata da reunião que decidiu pela compra não menciona as mensagens trocadas.
Em novembro, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro e outros seis executivos do banco Master. A mensagem de Ailton Aquino foi apresentada durante uma reunião para resolver divergências entre os conselheiros. A área de Supervisão do BC, sob o comando de Ailton, identificou inconsistências na venda das carteiras de crédito consignado fraudulentas do Banco Master.
Após a reportagem do O Globo, o BC declarou que Ailton de Aquino “jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas” ao presidente do BRB. A instituição monetária afirmou que a área de Supervisão da Autarquia promoveu investigações rigorosas, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos das carteiras.
A iniciativa de comunicar os ilícitos ao Ministério Público Federal também foi da área chefiada por Ailton de Aquino. O Banco Central disponibilizou informações bancárias e fiscais para as investigações.
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