Beira-Mar mantém liderança do Comando Vermelho após 20 anos de prisão e sem liberdade à vista

Condenado a mais de 300 anos de prisão, o criminoso usa seu poder econômico para cooptar detentos, sem perspectiva de liberdade.

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RJ - OPERAÇÃO/PF/FERNANDINHO BEIRA-MAR/ARQUIVO - GERAL - Foto de arquivo de 13/05/2015 do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, durante julgamento no Primeiro Tribunal do Juri, no centro do Rio de Janeiro. Cinco filhos, uma irmã, a ex-mulher, a ex-sogra e os sobrinhos do traficante tiveram mandados de prisão preventiva expedidos em operação da Polícia Federal que desmantelou a quadrilha liderada por ele de dentro da Penitenciária Federal de Porto Velho. Pelo menos um filho de Beira-Mar e a irmã já foram detidos. 13/05/2015 - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Fernandinho Beira-Mar e sua influência no Comando Vermelho

Após duas décadas de prisão no Sistema Penal Federal, Fernandinho Beira-Mar continua a exercer uma liderança significativa sobre o Comando Vermelho, uma das facções criminosas mais influentes do Brasil. Um relatório recente da Secretaria Nacional de Políticas Penais revela que Beira-Mar mantém uma forte influência sobre os detentos em presídios federais.

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Ele já foi transferido por diversas unidades prisionais, incluindo o presídio federal de Catanduvas, no Paraná, e atualmente se encontra em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Condenado a mais de 300 anos de prisão, Beira-Mar não tem perspectiva de liberdade, mas ainda assim utiliza seu poder econômico para cooptar outros presos, oferecendo apoio financeiro e jurídico a suas famílias.

Monitoramento e métodos de comunicação

A Secretaria de Administração Penitenciária Nacional acompanha de perto os contatos de Beira-Mar e de outros detentos. No entanto, relatos indicam que ele emprega métodos engenhosos, como pombos-correio e advogados, para enviar informações à sua facção.

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A influência de Beira-Mar é tão expressiva que ele consegue manter sua liderança mesmo dentro da prisão, utilizando recursos financeiros para assegurar a lealdade de outros presos e de suas famílias. Essa situação evidencia a complexidade do combate ao crime organizado no Brasil, onde líderes criminosos conseguem operar mesmo sob um rigoroso regime de segurança.

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