Big Night: Como uma Receita de Sucesso Transformou um Pequeno Negócio
Em 2024, Katherine Lewin, fundadora da Big Night, uma loja de produtos essenciais para anfitriões em Nova York, enfrentava um desafio: lançar seu livro de receitas sem um orçamento adequado. Com o título pronto para chegar às prateleiras no verão, ela idealizou uma turnê de lançamento baseada em eventos de jantar.
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O conceito era promissor, mas a falta de recursos financeiros, tanto da editora (Union Square & Co.) quanto da própria Big Night, parecia um obstáculo intransponível.
Diante do impasse, Lewin, seguindo o conselho de muitos especialistas em finanças, buscou fontes alternativas de capital. E encontrou. Conseguiu convencer o Grupo Campari a patrocinar a iniciativa, aproveitando a conexão entre a marca italiana de bebidas e as receitas de seu livro.
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O que inicialmente parecia uma solução pontual, rapidamente se transformou em uma oportunidade permanente. A visibilidade gerada pelo projeto sinalizou para o mercado que a Big Night, apesar de pequena, possuía um apelo de marca e capacidade de ativação.
A rápida compreensão de Lewin sobre a necessidade de diversificação das fontes de receita, impulsionada pela demanda crescente de grandes marcas, permitiu à Big Night oferecer um novo serviço paralelo ao seu varejo físico. Nos últimos 18 meses, a empresa estabeleceu parcerias com nomes como JPMorgan Chase, Maker’s Mark e a marca de cerveja sem álcool Bero, de Tom Holland.
Cada acordo possui escopo e valores distintos, mas todos compartilham um ponto em comum: abriram um novo fluxo de caixa que hoje representa mais de um terço do crescimento anual da receita da Big Night.
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O Impacto Estratégico das Parcerias
O caso da Big Night ilustra claramente o papel estratégico das áreas de finanças corporativas na consolidação de negócios sustentáveis e escaláveis. A receita adicional proveniente dessas parcerias possibilitou a abertura da terceira loja física da Big Night no Upper East Side, em Manhattan, em outubro de 2025.
Esse movimento só foi possível graças a uma gestão inteligente de recursos e riscos, aliada a uma análise financeira que identificou o potencial da nova linha de negócio. Profissionais de finanças que conseguem enxergar essas possibilidades e estruturar modelos de receita complementares possuem um diferencial competitivo no mercado.
Gestão Financeira: Um Pilar para o Sucesso
Além disso, essa iniciativa exige um profundo entendimento de precificação, projeções de receita, margens operacionais e indicadores de retorno sobre investimento – habilidades indispensáveis para quem atua ou deseja atuar na área de finanças corporativas.
A colaboração com a startup de compostagem Mill, por exemplo, demonstra como a Big Night ampliou seu escopo de atuação sem comprometer a operação principal. A marca expôs os produtos da Mill em suas lojas, criou material visual e organizou eventos em Nova York, incluindo um jantar com conceito de zero desperdício.
Essa ação envolve gestão de recursos, controle de custos, mensuração de resultados e gestão de contratos – áreas nas quais profissionais de finanças corporativas são peças-chave. A habilidade de atuar junto a outros departamentos, como marketing, operações e comercial, é fundamental para garantir a viabilidade e a lucratividade dessas ações.
