Bitcoin recua, mas sinais apontam para sustentação! Após breve queda, criptomoeda atinge US$ 92 mil. Especialistas alertam para incertezas econômicas globais e a importância de manter o preço acima de US$ 91 mil
Na segunda-feira, 19 de maio de 2026, o bitcoin iniciou a semana útil negociado na casa dos US$ 92 mil, após ter se aproximado dos US$ 100 mil na semana anterior. A maior criptomoeda do mundo apresentou uma correção de preço, em resposta aos acontecimentos no cenário macroeconômico, e agora precisa manter-se acima de uma faixa de preço importante para evitar novas quedas, segundo um especialista.
No momento, o bitcoin está cotado a US$ 92.906, com uma queda de 0,09% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinMarketCap.
A correção fez com que a alta acumulada do bitcoin desde o início de 2026 caísse para cerca de 2,5%. O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, voltou a sinalizar “medo” em 44 pontos, após ter oscilado entre a neutralidade e o otimismo na semana passada.
A situação reflete a cautela do mercado diante da incerteza econômica global.
“O bitcoin recuou para a região de US$ 92 mil e voltou a operar abaixo do importante nível de suporte de US$ 94.5 mil. A pressão ocorre em meio à queda dos ativos de risco e à busca por proteção, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propor novas tarifas sobre oito países europeus e voltar a mencionar a possibilidade de venda da Groenlândia”, disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.
A correção aconteceu após uma tentativa recente de avançar para a faixa dos US$ 95 mil, movimento que perdeu força após um rali impulsionado principalmente por derivativos. Nas últimas 24 horas, o ajuste atingiu investidores alavancados, com quase US$ 800 milhões em posições compradas sendo liquidadas por falta de margem.
“A capacidade do bitcoin de se manter acima da mínima dos últimos sete dias, em torno de US$ 92.284, será determinante. Uma permanência prolongada abaixo de US$ 91 mil pode desencadear uma nova rodada de vendas, com o preço testando a zona de suporte entre US$ 88 mil e US$ 90 mil.
Por outro lado, uma recuperação acima de US$ 95 mil indicaria que os compradores estão defendendo os níveis atuais, abrindo espaço para uma nova tentativa de aproximação da marca psicológica dos US$ 100 mil”, explicou Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.
“Apesar da volatilidade no curto prazo, os dados de comportamento dos investidores seguem construtivos. Investidores de maior porte, que detêm entre 10 e mil bitcoins, acumularam cerca de 111 mil BTC nos últimos 30 dias — o maior volume desde o fim de 2022 — elevando suas participações para aproximadamente 6,6 milhões de moedas. Pequenos investidores também aumentaram suas posições, com uma acumulação superior a 13 mil BTC no período, levando suas reservas para cerca de 1,4 milhão de bitcoins. Isso mostra que, mesmo em um ambiente de incerteza global, investidores continuam enxergando valor nos níveis atuais de preço, o que tende a ajudar a sustentar o mercado ao longo do tempo”, concluiu o especialista.
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