Após um período de baixa durante o encerramento do ano, o Bitcoin experimentou um aumento significativo nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026. O preço da maior criptomoeda do mundo ultrapassou os US$ 93 mil, impulsionado principalmente pela deposição do presidente Nicolás Maduro na Venezuela, uma ação do governo norte-americano.
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Esse evento gerou impacto no mercado de criptoativos em geral.
Análise de Especialistas
Apesar do movimento ascendente, especialistas mantêm cautela. Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, observou que “se houver continuidade da alta, o preço do bitcoin poderá buscar as resistências de curto e médio prazo, que estão nas regiões de liquidez dos US$ 94.5 mil e US$ 101.3 mil.
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No entanto, caso entre fluxo vendedor e reverta o movimento, os suportes estão nas áreas de valor dos US$ 89.140 e US$ 82.2 mil”.
Fatores de Influência
Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, destacou que “o bitcoin voltou a operar acima de US$ 92.5 mil em meio ao aumento das tensões geopolíticas, com destaque para a situação da Venezuela. Declarações recentes do presidente dos Estados Unidos sobre um maior controle da indústria petrolífera venezuelana trouxeram o país novamente ao centro do debate, inclusive no mercado cripto.
Há relatos de que a Venezuela possa deter entre 600 mil e 660 mil bitcoins, o que a colocaria entre os maiores detentores de bitcoin do mundo”.
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Dados On-Chain e Entradas em ETFs
Adicionalmente, observou-se um aumento nas entradas em ETFs à vista de bitcoin, totalizando cerca de US$ 459 milhões na última semana, indicando um interesse institucional persistente. Os dados on-chain continuam construtivos, com saídas de bitcoin e ether das exchanges e a oferta de stablecoins em níveis recordes.
Perspectivas para 2026
O mercado de criptoativos inicia 2026 em alta, com altcoins liderando o movimento. A continuidade desse rali deve depender especialmente destes eventos: 15/01 – MSCI (Digital Asset Treasuries): sai o resultado da consulta que pode excluir ações de empresas com 50%+ do balanço em ativos digitais dos índices acionários.
O movimento pode gerar pressão vendedora ou, se não for aprovado, tirar um risco que vinha pesando sobre as cotações. 15/01 – CLARITY Act: A Comissão Bancária do Senado discute o principal projeto de lei para organizar a regulação do mercado de criptoativos.
Se avançar de forma positiva, tende a aumentar segurança jurídica e facilitar a entrada institucional. Até 30/01 – Risco de novo shutdow nos EUA: como a resolução aprovada em novembro foi temporária, o financiamento de boa parte do governo vence em 30/01.
Se a negociação travar, volta o ruído e a menor visibilidade de dados.
Conclusão
O Bitcoin apresenta um cenário dinâmico, influenciado por fatores geopolíticos e regulatórios. O interesse institucional e os dados on-chain reforçam a importância da criptomoeda em um cenário global complexo. A análise de eventos futuros, como a aprovação do CLARITY Act e a resolução do risco de shutdown nos EUA, será crucial para determinar a trajetória do Bitcoin em 2026.
