Bitcoin em forte queda! Análise aponta 5 fatores cruciais. A moeda digital despencou, testando US$ 60 mil. Especialistas alertam: desalavancagem, IA e riscos na governança do Bitcoin. Saiba mais!
O bitcoin enfrentou uma semana turbulenta, com a moeda digital registrando uma queda significativa, atingindo valores próximos de US$ 60 mil, um patamar não alcançado desde agosto de 2025. Essa desvalorização não foi resultado de um evento isolado, como tem ocorrido em ciclos anteriores no mercado de criptomoedas, mas sim uma combinação de fatores que se intensificaram simultaneamente.
Segundo Matthew Sigel, chefe de pesquisa em ativos digitais da gestora VanEck, o cenário atual reflete uma pressão crescente sobre o ativo, envolvendo desalavancagem, vendas por parte de mineradores, questionamentos sobre a tese da inteligência artificial, preocupações com a governança e os riscos tecnológicos inerentes à tecnologia bitcoin.
Especialistas apontam cinco fatores principais que contribuíram para a desvalorização do bitcoin na última semana. A primeira causa é a redução drástica na utilização de alavancagem no mercado futuro. O volume de contratos futuros de bitcoin diminuiu consideravelmente, passando de aproximadamente US$ 61 bilhões para cerca de US$ 49 bilhões, uma retração superior a 20%, conforme dados da Coinglass.
Esse indicador demonstra a saída de investidores que buscam reduzir riscos em um cenário de incerteza.
Outro fator relevante é o enfraquecimento da narrativa em torno da inteligência artificial. Investidores começaram a questionar se empresas como OpenAI e grandes provedores de nuvem conseguirão realmente monetizar os investimentos massivos em infraestrutura.
Essa incerteza afetou diretamente mineradores de bitcoin que haviam apostado em migrar parte de suas operações para IA e computação de alto desempenho, sendo forçados a vender reservas para levantar caixa devido ao aumento dos custos e à queda do preço do bitcoin.
Além disso, novas preocupações com a governança no setor ressurgiram com o caso do projeto World Liberty Finance, ligado à família Trump, que reacendeu debates sobre a transparência após a venda de uma fatia relevante para investidores associados aos Emirados Árabes.
Um relatório do Wall Street Journal apontou que quase metade do projeto foi vendida para um membro da família real de Abu Dhabi no início de 2025, aumentando a percepção de risco institucional.
O avanço da computação quântica também entrou no debate, com o temor de que máquinas mais poderosas no futuro possam quebrar os modelos de criptografia usados pelo bitcoin. Embora desenvolvedores do Bitcoin Core minimizem a urgência, o assunto adiciona mais uma camada de incerteza ao mercado.
Por fim, a própria dinâmica histórica do bitcoin, com ciclos de quatro anos que incluem o halving (redução da emissão de novas moedas), pesa no cenário. A análise de Sigel ressalta que o ciclo de quatro anos continua sendo uma referência importante para a psicologia dos investidores, com ralis e correções que moldam o comportamento do mercado.
Apesar do cenário negativo, Sigel vê oportunidade. “A profundidade da correção e o reset da alavancagem tornaram o nível atual cada vez mais atraente para montar posições com visão de um a dois anos”, afirmou. “Eu estou comprando bitcoin à vista hoje.”
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